Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2026 – O Vasco da Gama ficou no 1 a 1 com a Chapecoense em São Januário pela 2ª rodada do Brasileirão, após sofrer o gol de empate nos acréscimos, resultado que manteve o time carioca sem vitórias na temporada e intensificou os pedidos da torcida pela saída do técnico Fernando Diniz.
Como o jogo se desenrolou
O Vasco dominou a primeira etapa, criou pelo menos cinco chances claras e obrigou o goleiro Léo Vieira a três defesas difíceis. O atacante Brenner, reforço anunciado em janeiro, perdeu duas oportunidades cara a cara e ainda teve um gol anulado por falta no arqueiro catarinense.
Na volta do intervalo, a insistência vascaína parecia recompensada aos 10 minutos: Andrés Gómez cruzou e Puma Rodríguez completou de carrinho para abrir o placar. Mesmo com o 1 a 0, o Cruz-maltino não aproveitou as chances para ampliar — Brenner parou novamente em milagre de Léo Vieira — e pagou caro nos acréscimos. Em sua única finalização no alvo, Jean Carlos cobrou falta, a bola ainda tocou em Léo Jardim, mas entrou, garantindo o ponto para a Chape.
Por que o empate pesa mais para o Vasco
O resultado mantém o clube carioca na 12ª posição, com apenas 1 ponto em duas rodadas. Somando a eliminação na Taça Guanabara, já são três partidas oficiais sem vitória em 2026. Sob pressão, Fernando Diniz ouviu vaias isoladas no intervalo e gritos por sua saída após o apito final.
Do ponto de vista tático, o Vasco finalizou 18 vezes (8 no alvo), mas converteu só uma. A dificuldade em transformar posse (63%) em vantagem concreta repete o cenário de 2025, quando o time terminou o campeonato com o 7º pior aproveitamento de chances claras (28%, dados da FootStats).
Chapecoense: estratégia reativa e 4 pontos preciosos
A Chape, recém-promovida, soma quatro pontos, ocupa a 3ª colocação provisória e mantém invencibilidade que já chega a cinco jogos, somando estadual e Série A. O técnico Claudinei Oliveira optou por linhas baixas, 34% de posse e apenas quatro finalizações, priorizando a bola parada — fundamento que rendeu 38% dos gols da equipe na Série B passada.
Raio-X do confronto
Finalizações: Vasco 18 × 4 Chapecoense
Posse de bola: 63% × 37%
Grandes chances criadas: 5 × 1
Defesas do goleiro: Léo Jardim 0 × 7 Léo Vieira
Classificação: Vasco 12º (1 pt); Chapecoense 3º (4 pts)
Imagem: Internet
Impacto nas próximas rodadas
O Vasco terá sequência de três jogos no Rio: Botafogo (Carioca), Bahia e Grêmio. A tendência é de que a diretoria mantenha Diniz, mas outro tropeço pode abreviar o projeto, pois o clube mira, no mínimo, vaga direta na Libertadores — meta exigente após investimento de R$ 180 milhões em contratações desde 2024.
Já a Chapecoense volta as atenções ao mata-mata do Catarinense contra o Criciúma. A consistência defensiva (apenas 1 gol sofrido em 180 minutos de Série A) sustenta a ambição de permanecer fora da zona de rebaixamento nas primeiras 10 rodadas, objetivo interno estipulado pela diretoria.
Perspectiva: Se o Vasco não converter volume ofensivo em pontos imediatos, a pressão externa tende a crescer, potencialmente alterando a comissão técnica antes mesmo do fechamento da janela de março. Para a Chapecoense, cada ponto fora de casa reforça a convicção no modelo reativo e pode ser decisivo na luta pela permanência.
Com informações de ESPN.com.br