Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2025 – O CEO da SAF do Vasco da Gama, Carlos Amodeo, confirmou que o clube mantém um acordo para disputar até oito partidas no Maracanã entre 2025 e 2026, mas revelou que a diretoria decidiu não exercer nenhum desses jogos nesta temporada por “questões estratégicas” ligadas a calendário e performance esportiva.
Entenda o acordo assinado em abril
O documento, intitulado “Memorando de Entendimentos para Utilização do Complexo Esportivo Jornalista Mário Filho”, foi firmado em 7 de abril de 2025 com o consórcio Flamengo-Fluminense. Ele garante ao Vasco o direito de ser mandante em:
- 4 partidas no Maracanã em 2025
- 4 partidas no Maracanã em 2026
Clássicos contra Flamengo ou Fluminense, independentemente do mandante, não entram nessa contagem, conforme a cláusula 2.1.1 do memorando.
Por que o Vasco não usou o Maracanã em 2025?
Segundo Amodeo, a cúpula vascaína avaliou que jogar em São Januário favoreceria a equipe em aspectos como logística, atmosfera e rotina de treinos durante um Brasileirão no qual lutou para se afastar da zona de rebaixamento. Além disso, apenas duas datas do campeonato se encaixavam na janela disponível pelo consórcio após eventos já agendados no Maracanã, o que inviabilizou uma transferência de mando sem sobrecarregar o calendário.
Raio-X: desempenho em casa em 2025
- Estádio utilizado com mais frequência: São Januário
- Partidas no Maracanã: 2 (clássicos contra Flamengo e Fluminense, com 0 derrota)
- Percentual de pontos conquistados em São Januário: superior ao rendimento geral como visitante, segundo dados da CBF até a 36ª rodada
- Média de público: Maracanã registrou mais que o dobro de torcedores presentes em comparação com São Januário, mas também gerou custos operacionais mais altos e partilha de receitas com o consórcio
Impacto da reforma de São Januário e projeção para 2026
A reforma completa de São Januário começa no primeiro trimestre de 2026. Sem seu estádio, o clube fechou acordo preliminar para mandar jogos no Estádio Nilton Santos pelos próximos três anos. Mesmo assim, Amodeo não descarta renegociar um novo termo com o consórcio do Maracanã para ampliar o número de partidas no estádio ou flexibilizar datas, aproveitando a capacidade maior e o apelo comercial do palco.
Dentro de campo, atuar no Maracanã em 2026 pode ser estratégico em confrontos de alto apelo — especialmente contra equipes de massa ou em fases decisivas de competições nacionais e internacionais —, maximizando receita de bilheteria e potencial de sócio-torcedor.
Imagem: Internet
Próximos passos: a diretoria pretende, já em dezembro, refazer o planejamento de mandos de campo para o primeiro semestre de 2026, levando em conta o cronograma de obras, disponibilidade do Nilton Santos e eventuais janelas no Maracanã. Qualquer ajuste precisará ser submetido à CBF com 60 dias de antecedência de cada rodada.
Com a proximidade da reforma e a experiência acumulada nesta temporada, a tendência é que o Vasco utilize o Maracanã de forma seletiva em 2026, priorizando partidas com grande potencial de receita e menor impacto logístico, enquanto o Nilton Santos assume a maior parte dos compromissos. O desfecho dessas tratativas deve definir o cenário de mandos do clube e influenciar diretamente o planejamento esportivo e financeiro do próximo ano.
Com informações de Netvasco