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    Astro do PSG sobre Neymar, Messi e Mbappé: ‘Você não pode se dar ao luxo de ter quem não corre’

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    Paris, 8 de março de 2026 — Em entrevista ao Canal 11, o meio-campista português Vitinha afirmou que “não dá para se dar ao luxo de ter um, dois ou três jogadores que não correm”, referindo-se ao período em que dividiu vestiário com Lionel Messi, Neymar Jr. e Kylian Mbappé no Paris Saint-Germain. A fala ecoa a mudança de mentalidade iniciada em 2023/24, consolidada na temporada 2024/25 — quando o clube conquistou todos os títulos possíveis — e mantida agora em 2025/26 sob o comando de Luis Enrique.

    Por que a fala de Vitinha é relevante?

    O comentário não diminui a qualidade técnica do antigo trio “MNM”, mas aponta um fator recorrente nas recentes campanhas continentais do PSG: a necessidade de comprometimento coletivo, sobretudo na pressão pós-perda. Com a chegada de Luis Enrique e o trabalho de Luis Campos na diretoria, a equipe trocou o modelo “galáctico” por um sistema que exige dos atacantes recomposição defensiva e intensidade sem bola.

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    Raio-X da mudança tática

    • Pressão alta: na Ligue 1 2024/25, o PSG recuperou a posse em até 8 segundos em 55% das vezes em que perdeu a bola no campo de ataque (dados Opta), índice que era de 39% em 2022/23.
    • Gols sofridos: a defesa parisiense caiu de 40 gols tomados em 2022/23 para 32 em 2023/24 e apenas 25 em 2024/25, refletindo maior ajuda dos homens de frente.
    • Atacantes que marcam: Ousmane Dembélé liderou o time em desarmes no terço ofensivo (2,1 por jogo) na última temporada; Gonçalo Ramos foi o primeiro a apertar a saída rival em 68% das posses adversárias, segundo relatório interno do clube divulgado à imprensa francesa.

    Coletividade acima de estrelas: o contexto histórico

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    Desde a aquisição pela Qatar Sports Investments em 2011, o PSG investiu pesado em nomes de impacto, mas viu a Champions League escapar em momentos decisivos. A final de 2019/20 (derrota para o Bayern), seguida de eliminações para Real Madrid (2021/22) e Bayern novamente (2022/23), expôs a lacuna entre talento individual e desempenho coletivo. A saída de Messi (para o Inter Miami) e de Neymar (para o futebol saudita) em 2023/24, e posteriormente de Mbappé para o Real Madrid, abriram espaço para um elenco mais homogêneo, com peças dispostas a executar a ideia de jogo de Luis Enrique.

    Impacto na temporada 2025/26

    Já sem o peso midiático de superestrelas, o PSG lidera a Ligue 1 com 7 pontos de vantagem e prepara-se para enfrentar o Manchester City nas quartas da Champions 2025/26. A filosofia enfatizada por Vitinha — atacantes que “marcam laterais como loucos” — será testada contra um adversário que também baseia seu jogo em pressão e posse.

    O que esperar nos próximos capítulos?

    Se o PSG mantiver a coesão sem bola, consolidará um modelo que pode se tornar referência de gestão de elenco estelar para resultado coletivo. A análise pós-temporada indicará se a frase de Vitinha deixará de ser um alerta interno para virar o novo mantra de sucesso em Paris.

    Com informações de Trivela

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