Leeds 2 x 0 West Ham – Na noite desta sexta-feira, em Elland Road, o West Ham sofreu a terceira derrota consecutiva sob o comando de Nuno Espírito Santo e estacionou nos quatro pontos em nove rodadas, configurando o pior início do clube em uma temporada de liga em 52 anos.
Sequência negativa expõe dificuldades defensivas
Desde que assumiu em setembro, Nuno ainda não venceu na Premier League: são três reveses e um empate. O grande gargalo está na defesa: o time já foi vazado 20 vezes, marca que só não é pior que a do lanterna Wolves. Chamam atenção os 9 gols sofridos em escanteios, triplo do segundo pior índice (Aston Villa, Fulham e o próprio Leeds, com três cada) e recorde da competição neste estágio.
Na partida contra o Leeds, os londrinos percorreram 6 km a menos que o adversário, evidenciando menor intensidade. Após levar dois gols em 15 minutos, a equipe demorou a reagir, refletindo no discurso do capitão Jarrod Bowen: “Só mudaremos isso se mostrarmos luta”.
Raio-X da crise dos Hammers
Pontuação histórica: os quatro pontos igualam as campanhas de 1932-33 e 1973-74, ambas na segunda divisão e com rebaixamento ao fim.
Produção ofensiva: apenas Nottingham Forest e Wolves marcaram menos gols que o West Ham neste campeonato.
Início sem vitória do técnico: Nuno é o primeiro treinador do clube a ficar quatro jogos de Premier League sem vencer desde Manuel Pellegrini, em 2018.
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Qual o próximo passo de Nuno? Ajustes táticos e calendário
Ex-goleiro e ídolo do clube, Rob Green questionou a utilização de inverted full-backs (laterais em lados opostos), estratégia que “não funcionou na segunda-feira e foi repetida hoje”. A tendência é que Nuno busque maior solidez nas bolas paradas defensivas e um atacante capaz de reter a posse no terço final, lacunas reconhecidas pelo próprio português nas entrevistas pós-jogo.
O calendário não dá trégua: nas próximas cinco rodadas, os Hammers enfrentam rivais diretos na parte inferior da tabela, incluindo Wolves e Fulham. Com 29 jogos restantes, cada ponto conquistado antes de dezembro pode redefinir a luta contra um rebaixamento que o clube não vivencia desde 2010-11.
Perspectiva: se não corrigir a bola parada defensiva e aumentar a intensidade física, o West Ham corre o risco de repetir 1973-74, quando terminou na última posição. A resposta nos treinamentos desta semana e a performance contra o Wolves serão indicativos decisivos para o futuro de Nuno e para as ambições de permanência na elite inglesa.
Com informações de BBC Sport