LONDRES (24/06/2024) — O West Ham ocupa a 19ª posição da Premier League e já viu sua rede balançar sete vezes em apenas cinco rodadas em jogadas de escanteio, um recorte que liga o alerta dentro do clube comandado por Graham Potter.
O padrão que se repete
Dos três gols sofridos na derrota por 5 × 1 para o Chelsea em agosto ao tento decisivo do Crystal Palace no último fim de semana, os adversários utilizam mecânicas semelhantes: bloqueio ao goleiro, superlotação da pequena área e sobrecarga no segundo poste. A estratégia começa com um “blocker” — termo emprestado do basquete — que se posiciona à frente do goleiro para restringir sua saída. Na sequência, atacantes executam movimentos diagonais que confundem a marcação e criam corredores para a bola aérea.
Como os rivais exploram a área pequena
Chelsea inaugurou o roteiro com Liam Delap fixo em Mads Hermansen, impedindo o arqueiro de interceptar o cruzamento que terminou no gol de João Pedro. Tottenham, em 13 de setembro, leu o ajuste do West Ham — que reforçou o primeiro poste — e migrou o alvo para o segundo, onde Pape Matar Sarr apareceu livre. Já o Crystal Palace combinou todos os elementos: Jean-Philippe Mateta bloqueou Alphonse Areola enquanto Marc Guehi se libertava graças a bloqueios de companheiros, cabeceando na trave antes de o próprio Mateta concluir para as redes.
Raio-X das bolas paradas do West Ham
- Gols sofridos de escanteio: 7 (maior marca da liga após 5 jogos)
- Média de finalizações cedidas em corners: 3,4 por jogo*
- Jogadores utilizados na defesa de escanteio: 11 dentro da área em 85 % das cobranças*
- Evolução em relação a 2023/24: +40 % de gols sofridos nesse tipo de lance*
- *Dados compilados a partir de relatórios públicos da Premier League
Impacto na tabela e nos próximos compromissos
A fragilidade nas bolas paradas representa 58 % dos gols sofridos pelo West Ham até aqui. Com confrontos contra Newcastle (fora) e Manchester City (casa) nas próximas duas rodadas, a equipe de Potter corre risco de entrar em setembro ainda na zona de rebaixamento se não corrigir urgentemente a organização defensiva em escanteios. A tendência é que o clube invista mais tempo de treino em situações específicas de bloqueio ao goleiro e ajuste de marcação por zona, prática comum entre os times com melhor performance nesse quesito.
Imagem: Internet
Em resumo, transformar a bola parada de ponto fraco em arma — como o próprio West Ham já fez em temporadas anteriores — pode ser o divisor de águas entre lutar contra o descenso ou recuperar terreno na Premier League 2024/25. O desempenho nas próximas semanas mostrará se o trabalho de Graham Potter e sua comissão de análise de desempenho conseguirá estancar a sangria.
Com informações de BBC Sport