Wolverhampton, — Rob Edwards foi apresentado neste sábado (data da partida) à torcida no Molineux, mas viu o Wolverhampton Wanderers perder para o Crystal Palace e permanecer na última colocação da Premier League, com apenas dois pontos conquistados em 12 jogos – a terceira pior marca da história nesse estágio do campeonato.
O tamanho do buraco: por que a permanência parece improvável
Até hoje, nenhum clube se manteve na elite inglesa após iniciar a temporada com dois pontos em 12 rodadas. O Everton de 1994/95 é o caso mais próximo, mas tinha o dobro de pontos (4) no mesmo período. O Wolves soma:
- 0 vitórias, 2 empates e 10 derrotas;
- 7 gols marcados (média de 0,58 por jogo);
- 27 gols sofridos (média de 2,25 por jogo);
- Sequência de 16 partidas sem vencer na liga, desde 3 de abril, quando bateu o Leicester por 3 a 0.
O resultado mantém o clube a nove pontos da primeira posição fora da zona de rebaixamento e oito atrás do 19º colocado, o Burnley.
Raio-X estatístico da crise
Desempenho físico – Antes da rodada, o Wolves havia percorrido 1.194,6 km somados na temporada, marca que o coloca entre os seis times que menos correm na liga. Edwards cobra maior volume e intensidade de sprints.
Trocas no comando – As últimas cinco derrotas vieram sob três treinadores diferentes (Vítor Pereira, James Collins e agora Edwards), algo que dificulta a assimilação de conceitos táticos.
Setor ofensivo – Jørgen Strand Larsen, contratado após 14 gols na temporada passada, ainda não deslanchou. Já Hwang Hee-Chan, peça de velocidade, entrou no segundo tempo e errou o passe que originou o segundo gol do Palace, marcado por Yeremy Pino.
Meio-campo – André e João Gomes, conhecidos pela intensidade, mostram queda de produção. A falta de confiança potencializa os erros citados por Edwards em sua entrevista pós-jogo.
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O que Rob Edwards pretende mudar
Em sua coletiva, o treinador citou três pilares de curto prazo:
- Ganhar mais duelos – Ele avalia que o time venceu mais divididas contra o Palace, mas ainda foi “punido nos momentos decisivos”.
- Aumentar a quilometragem – O técnico quer o Wolves fora da zona inferior do ranking de distância percorrida.
- Recuperar a confiança – A comissão pretende trabalhar o grupo mentalmente para que ações simples, como o passe errado de Hwang, não se repitam.
Calendário e impacto futuro
Nas próximas quatro rodadas, o Wolves enfrenta dois concorrentes diretos — Burnley (fora) e Sheffield United (casa) — além de compromissos contra Arsenal e Tottenham. A média histórica para escapar do rebaixamento gira em torno de 35 pontos; portanto, seriam necessários ao menos 33 dos 78 ainda em disputa, um aproveitamento de 42%, muito distante dos atuais 5,5%.
Conclusão prospectiva: o cenário estatístico coloca o Wolverhampton diante de uma das missões mais difíceis já vistas na Premier League. Se quiser escrever a exceção que confirmará a regra, o time de Rob Edwards precisará converter rapidamente o discurso de intensidade em resultados concretos, especialmente nos confrontos diretos que se aproximam.
Com informações de BBC Sport