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    Zubeldía já está no top 10 de técnicos estrangeiros com mais jogos pelo Fluminense – Fluminense: Últimas notícias, vídeos, onde assistir e próximos jogos

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    Rio de Janeiro (RJ) – O argentino Luis Zubeldía alcançou a marca de 27 partidas no comando do Fluminense em 2025 e já ocupa a 10ª posição entre os técnicos estrangeiros que mais dirigiram o clube, segundo levantamento oficial do Tricolor.

    Por que o feito chama atenção

    Zubeldía é o primeiro treinador de fora do Brasil a liderar a equipe desde 1997, quando o uruguaio Hugo De León realizou apenas três jogos. Ou seja, o Fluminense passou 29 anos sem apostar em estrangeiros até a contratação do argentino após a saída de Renato Gaúcho. A chegada de Zubeldía representa, portanto, uma raridade no contexto histórico do clube e devolve aos profissionais estrangeiros um espaço que havia sido perdido nas Laranjeiras.

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    Raio-X dos estrangeiros no Flu

    Veja como está o ranking de partidas dirigidas por treinadores de fora do país:

    • 1º – Ondino Vieira (URU) | 1938-43 | 302 jogos
    • 2º – Quincey Taylor (ING) | 1917-18 / 1934-35 | 103 jogos
    • 3º – Carlos Carlomagno (URU) | 1936-38 | 90 jogos
    • 4º – Charlie Williams (ING) | 1911-12 / 1924-26 | 86 jogos
    • 5º – Pode Pedersen (DIN) | 1920-23 | 75 jogos
    • 6º – Eugenio Medgyessi (HUN) | 1927-28 | 47 jogos
    • 7º – Atuel Velásquez (URU) | 1944 | 41 jogos
    • 8º – Humberto Cabelli (URU) | 1935-36 / 1944-45 | 33 jogos
    • 9º – Fleitas Solich (PAR) | 1963-64 | 30 jogos
    • 10º – Luis Zubeldía (ARG) | 2025 | 27 jogos

    Dos 15 técnicos estrangeiros da história tricolor, oito são uruguaios, dois argentinos (contando Zubeldía), dois ingleses, um dinamarquês, um húngaro e um paraguaio. Isso reforça a quebra de paradigma recente: o Flu praticamente não recorria a profissionais de fora desde a década de 1960, com exceção de De León.

    Tendência no futebol brasileiro

    O crescimento de estrangeiros nos bancos de reservas tornou-se evidente na Série A nas últimas temporadas – nomes como Abel Ferreira (Palmeiras), Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza) e António Oliveira (Corinthians) compartilham o cenário com Zubeldía. O movimento indica que os clubes buscam metodologias diferentes para elevar desempenho e valorizar ativos, algo alinhado ao planejamento do Fluminense de mesclar experientes com jovens formados em Xerém.

    Impacto tático e projetos futuros

    Conhecido pelo jogo apoiado, marcação por zona e variação entre 4-3-3 e 4-2-3-1, Zubeldía tem privilegiado a circulação curta e a pressão pós-perda. Essa abordagem casa com o DNA de posse que marcou a era recente do clube e pode potencializar jovens como Arthur Wellington (volante) e Renato Vieira (atacante), recém-promovidos ao elenco principal. A continuidade do trabalho, se mantida, dá ao Flu a chance de ultrapassar a barreira dos 30 jogos de Fleitas Solich e até mirar Humberto Cabelli (33) ainda em 2026.

    O que vem pela frente

    Nas próximas semanas, o Tricolor encara sequência decisiva de Brasileirão e fase mata-mata de Copa do Brasil. Cada avanço consolida Zubeldía no cargo e amplia sua presença no top 10. Caso complete a temporada, poderá terminar 2026 próximo da marca de 50 jogos – patamar inédito para um estrangeiro no clube desde 1944.

    Conclusão Prospectiva: a ascensão de Luis Zubeldía ao top 10 sinaliza mudança cultural no Fluminense, valoriza a experiência internacional no comando e fortalece o projeto esportivo. A manutenção do técnico e a evolução dos resultados serão determinantes para saber se o argentino transformará um feito estatístico em legado esportivo duradouro.

    Com informações de Netflu

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