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    Liverpool contact PGMO over Van Dijk’s disallowed goal at Manchester City

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    Manchester – 10 de novembro de 2025. O Liverpool entrou em contato oficial com a Professional Game Match Officials (PGMO) para contestar a anulação do gol de cabeça marcado por Virgil van Dijk aos 38 minutos da derrota por 3 x 0 para o Manchester City, no Etihad Stadium. Segundo o clube, Andy Robertson – apontado como peça-chave da infração de impedimento – não bloqueou a visão do goleiro Gianluigi Donnarumma, e portanto a decisão do árbitro Chris Kavanagh, corroborada pelo VAR Michael Oliver, não atenderia aos critérios da Lei 11 – Impedimento.

    Por que a jogada foi invalidada?

    No lance, Van Dijk apareceu livre na segunda trave para cabecear após cobrança de falta. Robertson, em posição de impedimento, estava à frente de Donnarumma, mas se abaixou antes de a bola cruzar a linha. A equipe de arbitragem enquadrou a ação em “obstrução à linha de visão” – um dos quatro gatilhos que caracterizam interferência em adversário, segundo a Lei 11. O Liverpool sustenta que:

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    • Robertson não tocou na bola nem disputou o lance.
    • O movimento de abaixar-se não teria impedido que Donnarumma acompanhasse a trajetória do cabeceio.
    • Lances semelhantes já geraram interpretações diferentes, como o gol de John Stones contra o Wolverhampton, válido na temporada passada sob o mesmo árbitro.

    O que diz a regra?

    A Lei 11 penaliza o jogador em impedimento que “claramente obstrua a linha de visão do adversário” ou execute “ação óbvia que impacte na capacidade do adversário jogar a bola”. A contestação dos Reds foca no advérbio “claramente”: o clube alega que não houve evidência inequívoca de bloqueio, tornando a decisão “não clara e não óbvia”, pressuposto para intervenção do VAR.

    Raio-X: Van Dijk e o peso da bola parada

    • Especialista aéreo: desde sua chegada em 2018, Van Dijk é o zagueiro com maior número de gols de cabeça na Premier League, segundo a Opta.
    • Arma estratégica: sob Arne Slot, 28% dos gols do Liverpool em 2025/26 nasceram de bolas paradas ou segundos lances.
    • Eficiência do City: os comandados de Guardiola sofreram apenas dois gols de bola parada em todas as competições nesta temporada – nenhum em casa até agora.

    Impacto da reclamação e próximos passos

    O pedido de esclarecimento a Howard Webb dificilmente alterará o placar do jogo, mas pode influenciar futuras diretrizes de interpretação para lances de impedimento com bloqueio de visão. Além disso:

    Liverpool contact PGMO over Van Dijk’s disallowed goal at Manchester City - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    • Liverpool: mira resposta rápida já na próxima rodada contra o Aston Villa em Anfield, onde precisa manter a perseguição aos líderes.
    • Manchester City: celebra a 1 000ª partida de Pep Guardiola com folga na liderança e defesa novamente sem sofrer gols.
    • Arbitragem: a PGMO deverá publicar o habitual relatório de lances de alta repercussão, prática adotada após a implantação do VAR no futebol inglês.

    Conclusão prospectiva: Caso a PGMO reconheça erro de protocolo, o episódio pode impulsionar ajustes na comunicação entre campo e cabine, elemento decisivo em jogos de alta exigência técnica como os que envolvem Liverpool e Manchester City. Para os Reds, permanecer atentos à eficiência das bolas paradas – sua principal válvula ofensiva recente – torna-se ainda mais crucial enquanto buscam reduzir a distância para o topo da Premier League.

    Com informações de The Guardian

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