Foxborough (EUA), 26/03/2026 — Em amistoso no Gillette Stadium, a França derrotou o Brasil por 2 × 1 e quebrou a sequência invicta da Seleção na preparação para a Copa do Mundo. Kylian Mbappé abriu o placar ainda no primeiro tempo, Hugo Ekitiké ampliou após a expulsão de Dayot Upamecano, e Bremer descontou, definindo o placar final.
Por que o resultado pesa na rota até a Copa
A vitória francesa reforça o contraste entre duas seleções em momentos distintos. Didier Deschamps completa quase 14 anos no cargo, enquanto Carlo Ancelotti ainda busca consolidar um modelo de jogo e lida com até sete prováveis titulares lesionados. A consistência dos europeus sobressaiu, mesmo após a perda de um zagueiro, ao passo que o Brasil mostrou instabilidade ao tentar sustentar um plano focado em transições rápidas.
Leitura tática do jogo
França: 4-3-3 móvel, com Mbappé explorando o lado esquerdo e alternando com Dembélé para atrair Bremer e Léo Pereira. A construção curta liberou Theo Hernández, e a equipe manteve 55 % de posse no primeiro tempo, controlando ritmo e largura.
Brasil: Ancelotti manteve quarteto ofensivo em 4-2-4 situacional. A ideia era atacar as costas de Theo e Koundé; Martinelli executou duas transições perigosas, mas a falta de sincronia nos corredores laterais diminuiu a efetividade. A perda de Casemiro na origem do 1-0 expôs linhas espaçadas.
Raio-X em números
- Finalizações certas: França 4 × 3 Brasil
- Posse de bola: França 53 % × 47 %
- Primeiro gol de Mbappé contra o Brasil: o atacante soma agora 47 gols em 72 jogos pela seleção francesa.
- Sequência interrompida: Brasil vinha de 8 jogos sem derrota (6 vitórias, 2 empates) desde outubro de 2025.
- Setor defensivo brasileiro: 7 gols sofridos nos últimos 3 jogos contra seleções europeias (Inglaterra, Espanha e França).
Impacto nos próximos compromissos
Para a França, o triunfo consolida a confiança antes do amistoso contra a Colômbia, último teste antes da convocação final. Deschamps recebeu sinal positivo sobre a profundidade do elenco: Ekitiké correspondeu vindo do banco e Lacroix entrou para recompor a zaga sem comprometer o formato.
No Brasil, Ancelotti ganhou pontos com a entrada de Luiz Henrique — responsável pelos 2 principais passes para finalização na etapa final —, mas a atuação discreta de Vinicius Jr. com a camisa 10 e a fragilidade defensiva geram debate sobre ajustes. A estreia contra a Croácia, dia 31 em Orlando, torna-se decisiva para definir hierarquia de vagas na lista final.
Imagem: Internet
Próximos jogos
Brasil: Croácia (31/03), Panamá (31/05) e Egito (06/06).
França: Colômbia (29/03) e, já na Copa, Senegal (16/06) e adversário a definir (22/06).
Conclusão prospectiva: A derrota expõe a urgência de soluções defensivas e de maior protagonismo de Vinicius Jr. se o Brasil quiser chegar competitivo ao Mundial. Já a França confirma profundidade e maturidade tática, consolidando-se como referência a ser batida quando a bola rolar na Copa.
Com informações de ESPN Brasil