Rio de Janeiro, 2025 – O volante Fabinho voltou a ser convocado para a Seleção Brasileira pelo técnico Carlo Ancelotti e celebrou o chamado como se fosse a estreia: “É como se fosse a primeira vez”. Ele estará nos amistosos contra Senegal e Tunísia, marcados para a próxima Data FIFA.
Por que o retorno de Fabinho importa
Desde a sua última presença em outubro de 2023, o setor de volantes viveu mudanças significativas: Casemiro passou a alternar convocações, Bruno Guimarães ganhou protagonismo e João Gomes surgiu como novidade. A volta de Fabinho, reconhecido pela leitura tática e consistência defensiva, devolve experiência a um meio-campo que sofreu com oscilações recentes.
O que mudou desde a última convocação
Fabinho, 31 anos, consolidou-se na elite europeia após temporadas de alto nível no Liverpool. Nos últimos 12 meses ele:
- Disputou 45 partidas oficiais pelo clube, mantendo média de 2,9 desarmes e 1,8 interceptação por jogo.
- Converteu 91 % dos passes, terceiro melhor índice entre os titulares do time inglês.
- Jogou em três posições (1º volante, zagueiro e lateral), aumentando seu valor tático.
Raio-X de Fabinho pela Seleção
- Partidas pelo Brasil: 29
- Gols: 0
- Média de minutos por jogo: 58
- Títulos: Copa América 2019 (grupo), Superclássico das Américas 2018
Impacto tático contra Senegal e Tunísia
Os africanos costumam pressionar a saída de bola com linhas adiantadas. Fabinho oferece:
- Cobertura – Garante equilíbrio quando laterais avançam.
- Primeiro passe vertical – Acelera transição para atacantes como Vinícius Júnior.
- Bola parada defensiva – Média de 4,5 cortes por jogo aéreo no clube.
Ancelotti sinaliza o uso do 4-3-3. Nesse desenho, Fabinho pode atuar como volante único, liberando Bruno Guimarães e Lucas Paquetá para flutuar entrelinhas, ou encaixar como segundo homem num 4-2-3-1, protegendo a zaga em jogos de maior risco físico.
Imagem: Rafael Ribeiro
Projeção para Eliminatórias e Copa América 2026
Se consolidar rendimento, o camisa 3 recoloca pressão sobre Casemiro – que chega aos 33 anos – e reforça a versatilidade do elenco para jogos decisivos. Com nove rodadas restantes nas Eliminatórias, o Brasil ainda enfrenta Argentina e Uruguai fora de casa. Ter um volante capaz de alternar funções entre linha de quatro ou três zagueiros oferece a Ancelotti mais variações sem mexer nas peças ofensivas.
Conclusão: O retorno de Fabinho devolve solidez ao meio-campo e aumenta as opções de modelo de jogo para Ancelotti. A resposta do volante nos amistosos de março será termômetro decisivo para saber se ele volta a ser peça fixa nas convocações rumo à Copa América 2026.
Com informações de BandSports