Quem: Cruzeiro e América.
O que: partida de volta da final do Campeonato Mineiro Feminino 2025.
Quando: sábado, 22 de novembro, às 15h (de Brasília).
Onde: Arena Gregorão, em Contagem-MG, com ingressos entre R$ 15 e R$ 30.
Por quê: definir o campeão estadual após vitória celeste por 4 × 0 no primeiro jogo.
Vantagem celeste: cenário antes da bola rolar
Depois de golear o América por 4 × 0 na ida, o Cruzeiro chega à decisão com vantagem confortável no agregado. O resultado permite que a equipe comandada por Jonas Urias — técnico efetivado em 2023 — possa até perder por três gols de diferença e, ainda assim, ficar com a taça. Para o América, só uma vitória por quatro gols leva a disputa aos pênaltis; placar mais elástico dá o título ao Coelho.
Transmissão e arbitragem
O torcedor poderá acompanhar o duelo ao vivo e de forma gratuita pelo canal TV Cruzeiro no YouTube. A arbitragem ficará a cargo de Francielly Fernanda Lima de Castro, auxiliada por Fernanda Nandrea Gomes Antunes e Ana Luiz Alves de Oliveira, trio que já atuou em fases anteriores do torneio.
Raio-X da campanha
Cruzeiro
- Invicto no Mineiro 2025 (7 vitórias e 1 empate).
- Melhor ataque da competição: média de 3,1 gols por jogo.
- Defesa menos vazada: sofreu apenas 2 gols até aqui.
- Busca o 2.º título estadual — o primeiro foi em 2019, ano de fundação da equipe feminina profissional.
América
Imagem: Gustavo Martins
- 2.º lugar na fase classificatória, com 5 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
- Segundo melhor ataque (22 gols) e terceira melhor defesa (8 gols sofridos).
- Persegue seu primeiro troféu do Mineiro Feminino.
Aspectos táticos: como cada time deve se comportar
Cruzeiro tende a repetir o 4-3-3 agressivo que funcionou na ida, mas com linhas mais compactas e foco em transições rápidas. A equipe tem média de 58 % de posse no torneio, mas pode ceder bola ao América para explorar contra-ataques, principalmente pelos corredores onde as pontas Celeste e Vanessinha costumam ganhar duelos individuais.
América, comandado por Fred Pacheco, deve adiantar a marcação e pressionar desde o primeiro minuto. A tendência é um 4-2-3-1 que vira 3-2-5 com a posse, liberando as alas para criar superioridade numérica nas laterais. O desafio será evitar o espaço nas costas da linha defensiva, ponto frágil exposto nos quatro gols sofridos na ida.
O que está em jogo além do título
O campeão estadual garante moral para a temporada 2026 e fortalece a candidatura a vagas em competições nacionais, como a Série A1 e a Copa do Brasil Feminina (caso a CBF confirme o retorno do torneio). Para o Cruzeiro, a conquista também serve de termômetro para a Brazil Ladies Cup de dezembro. Já o América precisa de reação histórica para levar a taça e provar competitividade visando a Série A2.
Com a vantagem de 4 × 0, o Cruzeiro pode gerir o resultado, mas um gol cedo do América mudaria completamente o panorama tático. A pressão inicial da equipe alviverde deve oferecer espaços que o ataque celeste costuma converter em números: 42 % dos gols azuis no Mineiro foram marcados em jogadas de transição com até três passes.
Perspectiva: se confirmar o título, o Cruzeiro encerra o ano com campanha dominante e leva confiança para 2026; caso o América consiga reverter o placar, será uma das maiores viradas da história recente do futebol feminino mineiro e nacional, colocando o projeto esmeraldino em outro patamar competitivo.
Com informações de Diário Celeste