Sorteio da Copa do Mundo: Fifa oficializa potes e ‘condição especial’ envolvendo Argentina e Espanha

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Washington (EUA), 25/11/2025 – A FIFA oficializou nesta terça-feira (25) o procedimento do sorteio da Copa do Mundo de 2026, que acontecerá em 5 de dezembro no Kennedy Center, em Washington. O órgão máximo do futebol confirmou a composição dos quatro potes, definiu uma “condição especial” para manter Espanha e Argentina em lados opostos da chave e detalhou o caminho dos 48 participantes na fase de grupos do primeiro Mundial com três países-sede (Estados Unidos, México e Canadá).

Como funcionará o sorteio de 5 de dezembro

Serão sorteadas 12 chaves com quatro seleções. Cada equipe sai de um dos quatro potes, montados de acordo com o ranking da FIFA de novembro:

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  • Pote 1: EUA, México e Canadá (anfitriões) + 9 melhores ranqueadas (Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha).
  • Pote 2: Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria e Austrália.
  • Pote 3: Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Catar, Arábia Saudita e África do Sul.
  • Pote 4: Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia e os seis vencedores dos playoffs (quatro europeus e dois intercontinentais).
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A regra básica permanece: seleções da mesma confederação não se cruzam na fase de grupos, exceto as europeias, já que há 16 representantes da UEFA para apenas 12 grupos.

Por que Espanha e Argentina foram separadas?

A FIFA aplicará um sorteio interno para alocar Espanha (1.ª do ranking) e Argentina (2.ª) em caminhos opostos, evitando confronto antes da final, caso ambas confirmem o favoritismo e avancem como líderes de suas chaves. O mesmo tratamento vale para França e Inglaterra, respectivamente 3.ª e 4.ª colocadas no ranking.

O critério segue tendência iniciada em 2018, quando a entidade passou a usar o ranking para distribuir forças de forma mais equilibrada, minimizando grandes duelos logo nas oitavas.

Calendário inicial dos anfitriões

Estados Unidos (Grupo D):

  • 12/06 – estreia em Inglewood (Pot-3)
  • 19/06 – segundo jogo em Seattle (Pot-2)
  • 24/06 – fecha a fase em Inglewood (Pot-4)

México (Grupo A):

  • 11/06 – estreia na Cidade do México (Pot-3)
  • 18/06 – Guadalajara (Pot-2)
  • 24/06 – Cidade do México (Pot-4)

Canadá (Grupo B):

  • 12/06 – Toronto (Pot-4)
  • 18/06 – Vancouver (Pot-3)
  • 24/06 – Vancouver (Pot-2)

Raio-X dos potes: estatísticas e histórico recente

Desempenho dos cabeças de chave (últimas 3 Copas):

  • Espanha: campeão em 2010, oitavas em 2018, oitavas em 2022.
  • Argentina: campeão em 2022, vice em 2014, oitavas em 2018.
  • França: campeão em 2018, vice em 2022, quartas em 2014.
  • Brasil: quartas em 2018 e 2022, semifinal em 2014.
  • Inglaterra: semifinal em 2018, quartas em 2022, oitavas em 2014.

Números do novo formato (48 equipes):

  • Fase de grupos passa de 64 para 72 partidas.
  • Campeão fará 8 jogos, contra 7 no modelo anterior.
  • Seis confederações garantem aumento de vagas: CAF (+4), AFC (+3), CONCACAF (+2, além dos anfitriões), CONMEBOL (+2), OFC (+1) e UEFA (+3).

Impacto técnico: mais caminhos, mesma pressão

Com 48 participantes, o nível médio do Mundial tende a diversificar, mas a presença de potes equilibrados no meio da tabela (Potes 2 e 3) mantém a necessidade de pontuação alta para avançar. Estatisticamente, em torneios anteriores de 32 seleções, equipes com seed 1 somaram em média 7 pontos na fase de grupos; qualquer deslize agora pode ser mais difícil de recuperar, pois apenas dois entre quatro avançam em cada chave.

O que observar após o sorteio

Além dos duelos iniciais, a configuração dos grupos definirá rotas de mata-mata que podem antecipar reencontros históricos. Como Espanha, Argentina, França e Inglaterra estarão em quadrantes distintos, a tendência é de confrontos entre cabeças de chave somente a partir das quartas de final.

O sorteio de 5 de dezembro, portanto, não decidirá apenas a fase de grupos; ele mapeará todo o caminho rumo à final de 19 de julho, em Nova York. A partir daí, seleções e comissões técnicas poderão refinar a logística de viagens e, principalmente, modelar cenários de adversários até a decisão.

Com informações de ESPN Brasil

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