Roterdã, 12/12/2025 – O atacante Shaqueel van Persie, de 19 anos, fez sua primeira partida como profissional ao entrar aos 81 minutos na derrota do Feyenoord por 3 × 1 para o Celtic, pela fase de grupos da Europa League. O detalhe que chamou atenção: a estreia foi comandada pelo próprio pai, Robin van Persie, técnico da equipe desde 2024.
Como foi a estreia
Quatro dias depois de ser relacionado pela primeira vez no elenco principal – na derrota para o NEC Nijmegen pela Eredivisie – Shaqueel ganhou minutos internacionais na quinta-feira. O jogo já estava 2 × 1 para os escoceses quando o camisa 39 entrou em campo. Teve apenas um arremate dentro da área, e, logo em seguida, o Celtic marcou o terceiro gol, selando o resultado.
Decisão técnica, não sentimental
Após a partida, Robin van Persie explicou que a escolha foi “como treinador, não como pai”. A justificativa: necessidade de força de finalização nos minutos finais. “Shaqueel é um jogador que pode marcar de qualquer ângulo”, afirmou o ex-artilheiro de Arsenal, Manchester United e da seleção holandesa.
Raio-X de Shaqueel van Persie
- Idade: 19 anos (nascido em Londres, 2006)
- Formação: Academia do Manchester City (2015–2017) e categorias de base do Feyenoord (desde 2017)
- Contrato profissional: assinado em 2022, válido até junho de 2027
- Perfil tático: atacante móvel, destro, com bom uso dos dois pés e histórico de atuação tanto como 9 de referência quanto partindo do lado esquerdo
Por que o Feyenoord precisava de um “9” emergencial
Com o artilheiro Santiago Giménez fora por lesão muscular e Ayase Ueda em recuperação, o Feyenoord chegou ao jogo diante do Celtic com média de 11 finalizações por partida na Europa League, mas apenas 1,2 gol marcado. A inserção de Shaqueel buscava aumentar presença diária na área, algo que a equipe vinha sentindo falta desde a lesão de Giménez.
Pai e filho em campo: precedentes e particularidades
A história de Shaqueel e Robin reacende um tema recorrente no futebol europeu. Em LaLiga, Zinedine Zidane escalou os filhos Enzo e Luca no Real Madrid; na Premier League, Alex Bruce atuou sob o comando de Steve Bruce. A coincidência costuma gerar debate sobre meritocracia, mas, na prática, os regulamentos não diferenciam relações familiares: bastam a licença de treinador e o contrato federativo do atleta.
Imagem: Internet
Impacto futuro para o Feyenoord
A curto prazo, Shaqueel deve continuar como alternativa no banco enquanto Giménez não se recupera. Caso confirme nos treinos a capacidade de finalização que mostrou na base, o jovem pode ganhar espaço também na Eredivisie, onde o Feyenoord ocupa atualmente a 4ª colocação, a sete pontos do líder. O clube encara o PSV no próximo domingo, jogo que pode reduzir a distância no topo ou ampliar a pressão sobre a equipe de Robin.
Independentemente de laços familiares, a estreia de Shaqueel acrescenta profundidade ao setor ofensivo e reforça a conhecida vocação do Feyenoord para revelar talentos. A expectativa é de que os próximos compromissos – PSV (fora) e Sparta Rotterdam (casa) – ofereçam novos cenários para avaliar o real papel do camisa 39 no restante da temporada 2025/26.
Com informações de BBC Sport