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    Um dia após 6 a 0, Belmonte entrega cargo e não é mais diretor do São Paulo

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    São Paulo (SP) — Menos de 24 horas após a derrota por 6 a 0 para o Fluminense pela 36ª rodada do Brasileirão, Carlos Belmonte entregou o cargo de diretor de futebol do São Paulo nesta sexta-feira (28). A decisão foi oficializada no CT da Barra Funda, onde o dirigente se despediu do elenco tricolor, marcando o rompimento definitivo de uma relação que vinha desgastada desde as eleições presidenciais no fim de 2024.

    Por que a ruptura aconteceu?

    Belmonte perdeu espaço político com o presidente Julio Casares nos últimos meses, especialmente após o fortalecimento interno de Márcio Carlomagno, superintendente de futebol e potencial candidato da situação no pleito de 2027. Divergências sobre parcerias para a base e a ausência do diretor em jogos recentes evidenciavam o afastamento. A goleada no Maracanã abriu a brecha para que o dirigente colocasse o cargo à disposição, movimento rapidamente aceito pela diretoria.

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    Quem fica e quem sai no departamento de futebol

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    Além de Belmonte, deixaram suas funções Nelson Marques Ferreira (Chapecó) e Fernando Bracalle Abrogi (Nelsinho). Permanecem no organograma o executivo Rui Costa e o coordenador técnico Muricy Ramalho, responsáveis por conduzir o planejamento da temporada 2026.

    Raio-X da gestão Belmonte (2021-2025)

    • Títulos: Campeonato Paulista (2021) e Copa do Brasil (2023).
    • Negociações de impacto: contratações de Calleri (repasse definitivo em 2022) e James Rodríguez (2023), além da venda recorde de Pablo Maia para o futebol europeu em 2024.
    • Desempenho em pontos corridos: média de 58 pontos por temporada de 2021 a 2024; melhor campanha em 2022 (5º lugar).
    • Rotatividade técnica: seis trocas de treinador em cinco anos, indicador considerado alto para padrões do clube.

    Consequências imediatas para 2025

    Com dois jogos restantes no Brasileirão — Internacional (03/12, Morumbi) e Vitória (07/12, Barradão) —, a equipe ainda briga por vaga direta na CONMEBOL Libertadores. A ausência de Belmonte altera a cadeia de comando no vestiário em um momento crítico: cabe agora a Rui Costa e Muricy Ramalho blindar o elenco e evitar nova queda de rendimento.

    O que muda no planejamento para 2026

    A médio prazo, a diretoria precisará decidir:

    1. Perfil do novo diretor de futebol: se técnico, focado em processos, ou político, com trânsito entre os conselheiros em ano pré-eleitoral.
    2. Estrategista de mercado: há renovações pendentes (Rafinha e Arboleda) e sondagens europeias por jovens da base.
    3. Revisão do elenco: a defesa, vazada seis vezes no Rio, já era alvo de preocupação; zagueiro com liderança tende a ser prioridade na janela de janeiro.

    Conclusão prospectiva: a demissão de Carlos Belmonte simboliza o início de uma reestruturação que deve ir além do departamento de futebol, influenciando contratações, renovações e a disputa política no Morumbi em 2027. Com a Libertadores ainda em jogo, Rui Costa e Muricy Ramalho serão avaliados não só pelos resultados imediatos, mas pela capacidade de pavimentar um São Paulo mais estável na próxima temporada.

    Com informações de ESPN Brasil

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