Grêmio pode vender meia por R$ 72 milhões

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Porto Alegre (1º/12/2025) — O Grêmio recebeu uma proposta oficial de 12 milhões de euros (cerca de R$ 72 milhões) do Como 1907, da Itália, para contratar o volante Thiaguinho, destaque no último Mundial Sub-17. A nova direção tricolor, que assume o clube a partir de 2026, analisa tecnicamente e financeiramente se libera ou não a principal joia do CT de Eldorado.

Por que a oferta chama atenção no planejamento gremista

A cifra de €12 milhões chega em um momento de reformulação de elenco e de controle de gastos. A próxima gestão considera reduzir a folha salarial e gerar receita com ativos de base. Vender Thiaguinho agora significaria injetar valor próximo a 15% do faturamento bruto anual estimado do clube (em torno de R$ 500 milhões, segundo o último balanço divulgado), o que ajuda a custear reforços e amortizar dívidas de curto prazo.

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Raio-X financeiro: onde a venda se encaixa no histórico do clube

Maiores vendas da história recente do Grêmio

  • Arthur – €31 mi para o Barcelona (2018)
  • Everton Cebolinha – €20 mi para o Benfica (2020)
  • Pepê – €15 mi para o Porto (2021)
  • Vanderson – €11 mi para o Monaco (2022)

Caso aceite a proposta, Thiaguinho entraria no top-5 transferências da era moderna gremista, ficando logo abaixo dessas negociações, mas ainda acima de saídas como a de Vanderson. Para efeito de comparação, o valor supera a compra de 70% dos direitos de Luis Suárez (pouco mais de €10 mi em 2023) e poderia financiar um jogador de impacto para 2026.

Perfil tático de Thiaguinho e o que Cesc Fàbregas procura

No Mundial Sub-17, Thiaguinho se destacou como volante “box-to-box”: boa saída de bola, pressão pós-perda e chegada na área. O técnico Cesc Fàbregas, que comanda o Como e cultiva a filosofia de mesclar jovens de alto teto com veteranos, vê no brasileiro características semelhantes às de sua própria carreira: leitura de jogo, passes verticais e dinâmica curta-longa. O sistema base 4-3-3 da equipe italiana exige volantes com capacidade de distribuir o jogo e cobrir laterais avançados — lacunas que o jovem pode preencher.

Impacto esportivo caso o negócio se concretize

O Grêmio tem atualmente outras opções para a primeira volância, como jogadores mais experientes contratados nos últimos anos. No entanto, Thiaguinho é apontado internamente como sucessor natural e potencial titular até 2028. A venda abre espaço na hierarquia do meio, mas impõe a necessidade de reinvestir parte do montante em reposição imediata ou acelerar a subida de outros talentos da base.

Cenários futuros: manter, vender agora ou negociar mais tarde?

1. Venda imediata – Garante caixa para 2026, mas reduz a competitividade do setor, especialmente em um ano que pode ter Libertadores e Copa do Brasil como prioridades.
2. Renovação e cláusula de saída – Prorrogar contrato, aumentar multa e negociar percentuais futuros. Estratégia parecida com a adotada com Pepê em 2020.
3. Empréstimo com opção de compra – Solução intermediária para manter percentual e permitir experiência internacional.

A decisão terá influência direta no planejamento de pré-temporada, abertura de janela em janeiro e até no desenho do modelo de jogo do próximo treinador.

Conclusão prospectiva: A proposta do Como ilustra a valorização dos ativos de base gremistas e coloca a direção diante de um dilema: priorizar liquidez ou potencial esportivo. A resolução do caso Thiaguinho servirá de termômetro para entender a política de contratações, vendas e ambição competitiva do Grêmio em 2026 — tema que seguirá no radar dos torcedores e do mercado europeu nas próximas semanas.

Com informações de Portal do Gremista

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