Manchester, 8 de dezembro de 2025 — O Wolverhampton vive a pior arrancada de sua história recente: são 14 partidas, nenhum triunfo e apenas dois pontos na Premier League 2025/26. O desempenho despencou justamente após a venda do atacante brasileiro Matheus Cunha ao Manchester United por R$ 472,84 milhões, negócio concretizado no início da temporada. A equipe já se encontra 12 pontos atrás do primeiro colocado fora da zona de rebaixamento e precisará de uma reação quase inédita para evitar a queda.
Da luta por competições europeias ao último lugar isolado
Desde que voltou à elite em 2018, o Wolverhampton se notabilizou pela consistência defensiva e pelas campanhas no pelotão intermediário, chegando a disputar vaga em torneios continentais. Em 2024/25, por exemplo, o time terminou a liga na primeira metade da tabela. O ponto de ruptura veio na janela de verão: a diretoria aceitou a oferta do United por Matheus Cunha, liberando o principal finalizador de um elenco já curto em opções ofensivas.
Por que Matheus Cunha era peça-chave
Na última temporada, o brasileiro marcou 15 gols e distribuiu 6 assistências em 33 jogos de Premier League. Segundo dados oficiais da liga, ele participou diretamente de mais de 40% dos gols do Wolves no período. Além da produtividade, oferecia mobilidade para abrir espaços a companheiros como João Gomes e André, algo que o atual trio de reposição ainda não conseguiu replicar.
Raio-X do ataque sem Cunha
- Jhon Arias — 12 partidas, 0 gol, 0 assistência
- Fer López — 11 partidas, 0 gol, 1 assistência
- Jørgen Strand Larsen — 13 partidas, 1 gol, 0 assistência
Juntos, os três custaram menos do que a venda de Cunha rendeu, mas entregaram apenas um gol em 36 aparições somadas. O volume de finalizações do time caiu 28% em relação ao mesmo recorte do campeonato passado, de acordo com o portal de estatísticas da liga.
Risco histórico de rebaixamento
Desde a criação da Premier League, nenhuma equipe que somou dois pontos ou menos após 14 rodadas conseguiu permanecer. Para atingir a marca de segurança de 38 pontos, o Wolverhampton precisará conquistar 36 pontos em 24 jogos — um aproveitamento de 50%, patamar típico de clubes que brigam por vaga em competições europeias, não de quem ocupa a lanterna.
Imagem: Internet
Calendário decisivo e janela de janeiro
Nas próximas cinco rodadas, o Wolves enfrenta três adversários diretos (Bournemouth, Sheffield United e Burnley). Um desempenho ruim nesses confrontos pode selar o destino antes mesmo da virada do ano. Paralelamente, a direção estuda investir parte do montante recebido pelo brasileiro na janela de inverno; um centroavante de impacto e um criador de jogadas estão mapeados como prioridades.
Perspectiva — A saída de Matheus Cunha expôs não apenas a dependência do Wolverhampton por um finalizador, mas também a falta de profundidade no elenco. Se o clube não se reforçar em janeiro e não ajustar o modelo de jogo de Gary O’Neil, a tendência aponta para o primeiro rebaixamento desde 2017/18, alterando totalmente o planejamento esportivo e financeiro para 2026/27.
Com informações de ESPN.com.br