São Paulo, 14 de dezembro de 2025 — O Corinthians está na final da Copa do Brasil. Mesmo derrotado por 2 a 1 pelo Cruzeiro na Neo Química Arena, o time paulista contou com duas defesas de Hugo Souza na disputa de pênaltis — incluindo a cobrança de Gabigol — para avançar após vitória por 5 a 4 nas penalidades, revertendo a vantagem construída na ida (1 a 0) em Belo Horizonte.
Como o jogo se desenrolou nos 90 minutos
O Cruzeiro dominou a primeira etapa, chegando a 60% de posse de bola e 9 finalizações, fruto da sociedade entre Matheus Pereira e Kaio Jorge. O placar foi aberto aos 39 min, quando Arroyo se antecipou a Matheuzinho e cabeceou o cruzamento de Christian.
No início do segundo tempo, o time mineiro ampliou em lance revisado pelo VAR: Kaio Jorge arrancou em diagonal e deixou Arroyo livre para marcar. Precisando de um gol para levar aos pênaltis, o Corinthians reagiu rapidamente. Aos 10 min, falta cobrada por Rodrigo Garro resultou em bola viva na área: André Ramalho escorou, e Matheus Bidu completou de cabeça após falha de Cássio, hoje goleiro celeste.
Embalado pela torcida, o Timão empilhou chances — teve bola na trave de Breno Bidon e bicicleta de Bidu no travessão —, mas o 2 a 1 perdurou, levando a decisão para as penalidades.
Duelo de goleiros: o raio-X das penalidades
- Hugo Souza (Corinthians): 2 defesas em 6 cobranças (Gabigol e Walace) — 33% de aproveitamento.
- Cássio (Cruzeiro): 1 defesa em 6 cobranças (Yuri Alberto) — 17% de aproveitamento.
Hugo chega a 4 defesas em 9 pênaltis na temporada 2025 (44%), estatística que sustenta a ascensão do ex-Flamengo à titularidade corintiana. Já Cássio, ídolo histórico do Timão, agora adversário, tem 29% de aproveitamento em pênaltis defendidos no ano.
Impacto na trajetória do Corinthians
• Momento defensivo: o Corinthians, que havia sofrido 18 gols em 25 jogos desde a chegada do técnico Miguel Ángel Ramírez, demonstra evolução na última linha com Hugo Sousa e André Ramalho.
• Dimensão histórica: o clube alcança sua 9ª final de Copa do Brasil; a última presença foi em 2024, quando acabou vice.
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• Fator moral: eliminar um Cruzeiro que vinha de 12 partidas sem derrota agrega confiança para a final contra Fluminense ou Vasco — decisão do rival sai ainda hoje no Maracanã.
O que esperar da final
Independentemente do adversário, o Corinthians carregará vantagem psicológica por atuar o segundo jogo em casa, consequência do sorteio prévio da CBF. Caso o oponente seja o Vasco, o Timão reencontrará um time contra o qual somou 1 vitória e 1 empate no Brasileirão 2025. Se for o Fluminense, será reencontro da decisão de 2024.
Conclusão prospectiva: Com Hugo Souza consolidado como especialista em pênaltis e um setor ofensivo que mostra repertório, o Corinthians chega à decisão embalado e municiado de dados favoráveis: 7 vitórias nos últimos 9 confrontos mata-mata e apenas 3 gols sofridos no período. A expectativa agora se concentra na definição do rival e nos desdobramentos táticos que Miguel Ángel Ramírez deverá adotar para conquistar o tetracampeonato da Copa do Brasil.
Com informações de ESPN.com.br