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    CEO do Grêmio dispara contra o Flamengo: “querem transformar o Brasileiro na Bundesliga”

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    Porto Alegre, 18 de dezembro de 2025 — O CEO do Grêmio, Alex Leitão, utilizou entrevista coletiva na Arena para acusar o Flamengo de perseguir um modelo de hegemonia semelhante ao do Bayern de Munique na Bundesliga e alertou que, sem reação conjunta, o Campeonato Brasileiro corre o risco de perder competitividade e interesse do público.

    Por que a fala de Alex Leitão importa?

    Leitão não contestou a legitimidade da estratégia rubro-negra, mas afirmou que o clube carioca “busca conquistar a maioria dos títulos e impor supremacia financeira”, o que poderia gerar um abismo esportivo. O executivo defende mobilização dos demais 19 participantes para rever a distribuição de receitas e preservar o equilíbrio técnico — fator considerado decisivo para a atratividade do Brasileirão.

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    O modelo Bayern e o risco de repetição no Brasil

    De 2013 a 2023, o Bayern de Munique conquistou 11 títulos consecutivos da Bundesliga, participando de mais de 40% das audiências televisivas do torneio alemão. Leitão teme cenário similar no Brasil, onde o Flamengo venceu o Brasileirão em 2019, 2020 e 2024 e esteve entre os três primeiros em cinco das últimas seis edições. A previsibilidade excessiva, sustenta o dirigente, tende a reduzir a imprevisibilidade que historicamente diferencia o futebol brasileiro.

    Raio-X financeiro e esportivo

    Receita bruta 2023*

    • Flamengo: R$ 1,20 bilhão
    • Corinthians: R$ 910 milhões
    • Palmeiras: R$ 815 milhões
    • Grêmio: R$ 504 milhões
    • Média dos demais 16 clubes da Série A: R$ 332 milhões

    *Dados de balanços divulgados pelos clubes ou estimativas do mercado.

    No quesito esportivo, o Flamengo somou 73 pontos em média nos últimos cinco Campeonatos Brasileiros, contra 59 do segundo colocado médio. Essa diferença interfere diretamente na repetição de vagas em Libertadores, prêmios de performance e, por consequência, novas receitas.

    O nó da distribuição de direitos de transmissão

    Atualmente, os contratos da Série A combinam critérios de pay-per-view, audiência e desempenho, o que concentra verba em clubes de maior torcida e exposição. Leitão sugere um modelo mais próximo ao inglês, em que 50% é dividido igualmente, 25% por audiência e 25% por desempenho. Isso reduziria a disparidade e daria previsibilidade financeira aos médios e pequenos.

    Próximos passos e articulação política

    O executivo gremista articula reuniões no início de 2026 com dirigentes de Atlético-MG, Athletico-PR e Bahia para elaborar proposta de novo rateio de cotas. A pauta deve entrar na agenda da Libra (Liga do Futebol Brasileiro) e da Liga Forte União, que discutem a criação de uma liga única a partir de 2027.

    Impacto futuro: Caso os clubes consigam aprovar um modelo de receita mais equilibrado, o Brasileirão tende a manter sua característica de imprevisibilidade, valorizando o produto para TV aberta, streaming e patrocinadores globais. Se a movimentação fracassar, o Flamengo pode ampliar sua margem competitiva, repetindo o que o Bayern representa hoje na Alemanha — e o torcedor pode assistir a um campeonato cada vez mais previsível.

    Com informações de Portal do Gremista

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