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    Virgil van Dijk says Liverpool’s set-piece problems are a ‘killer’

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    Anfield, 24/02/2024 — O zagueiro e capitão Virgil van Dijk admitiu que os gols sofridos em bolas paradas “doem” e classificou a disputa pela segunda bola como “assassina” para o Liverpool, que venceu o Wolverhampton por 2 a 1, mas chegou ao 12º gol contra nesse tipo de lance — marca que o coloca, ao lado de Bournemouth e Nottingham Forest, no topo negativo da Premier League.

    O que aconteceu

    Durante a vitória sobre o Wolves, Santiago Bueno aproveitou escanteio e abriu o placar para os visitantes. Foi o segundo jogo consecutivo em que os Reds sofreram gol após corner; na rodada anterior, Richarlison havia aproveitado sobra na área para marcar pelo Tottenham. Embora o Liverpool tenha virado o placar e alcançado o terceiro triunfo seguido, o problema nas bolas paradas voltou ao centro das atenções.

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    Por que a “segunda bola” preocupa

    Em entrevista pós-jogo, Van Dijk destacou que “pelo menos 75% das vezes não é o primeiro cabeceio que nos fere, mas a segunda fase”. A análise condiz com o padrão observado: o Liverpool costuma ganhar o primeiro duelo aéreo, mas perde a posse na sequência, permitindo finalizações à queima-roupa. A leitura tática indica lapsos de posicionamento entre zagueiros e meio-campistas na zona de rebote, além de dificuldade em alinhar a linha de impedimento após o corte inicial.

    Raio-X das bolas paradas do Liverpool em 2023/24

    • Gols sofridos em bolas paradas: 12 (empate técnico com Bournemouth e Nottingham Forest – pior marca da liga)
    • Gols marcados em bolas paradas: 3 (pênaltis excluídos)
    • Saldo em bolas paradas: –9 (pior da era Premier League para o clube)
    • Percentual de gols sofridos via bola parada: 27% do total da equipe na temporada
    • Escanteios cedidos por jogo: 4,8 em média (8º maior índice do campeonato)

    Consequências na tabela e nos próximos desafios

    Apesar das fragilidades, o Liverpool subiu para a 4ª colocação ao atingir 3 vitórias consecutivas. Ainda assim, a vulnerabilidade em lances estáticos pode custar pontos decisivos na corrida por vaga na Champions League — especialmente contra adversários que exploram bolas aéreas, caso de West Ham e Brentford, próximos rivais na agenda de março.

    O que Arne Slot pode ajustar

    Em entrevista, o treinador reconheceu que seu time “quase nunca marca e sempre sofre” em bolas paradas. Treinos específicos tendem a focar em:

    Virgil van Dijk says Liverpool’s set-piece problems are a ‘killer’ - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    • Bloqueio de segundas bolas: alinhar médio defensivo entre a pequena área e a marca do pênalti.
    • Variante mista de marcação: combinar zona nos cinco metros centrais com encaixes individuais em batedores de fora.
    • Aproveitamento ofensivo: explorar a estatura de Van Dijk e Konaté como alvo primário, abrindo espaço para chegadas tardias de Szoboszlai.

    Perspectiva: Caso o déficit em bolas paradas seja reduzido, as métricas defensivas do Liverpool tendem a convergir com o nível de criação ofensiva já exibido. A resposta aos ajustes nos treinos de março poderá determinar se o clube consolidará a vaga no G4 ou continuará sob risco nos jogos apertados que marcam a reta final da Premier League.

    Com informações de BBC Sport

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