Porto Alegre (RS), 7.jan.2026 — Depois de anunciar Enamorado, Tetê e Caio Paulista como primeiros movimentos para 2026, o Grêmio definiu nesta semana que as próximas contratações miram três posições específicas: goleiro, camisa 10 e volante. A decisão foi amparada por um raio-x interno do elenco conduzido pelo técnico Luís Castro e pela diretoria de futebol.
Por que um novo goleiro virou prioridade
O Grêmio terminou o Brasileirão 2025 entre as defesas mais vazadas do G-10, com 51 gols sofridos em 38 rodadas — média de 1,34 por jogo. Apesar de boas atuações pontuais dos atuais arqueiros, o clube entende que falta um nome com maior lastro em competições continentais para:
- Aumentar a disputa interna e elevar a consistência defensiva;
- Oferecer saída de bola curta, uma exigência do modelo de construção de Luís Castro;
- Trazer experiência em mata-matas, já que a equipe disputará Libertadores e Copa do Brasil em 2026.
Camisa 10: criatividade para acelerar transições
No meio-campo, o diagnóstico foi de déficit na geração de chances. Em 2025, o Grêmio registrou 1,6 grandes oportunidades criadas por partida (Fonte: levantamento estatístico do campeonato), índice inferior ao de concorrentes diretos como Flamengo (2,1) e Palmeiras (2,0). O perfil buscado precisa combinar:
- Visão de jogo para quebra de linhas e passes de ruptura;
- Capacidade de recomposição — premissa do 4-3-3 intensivo que Castro costuma adotar;
- Alta frequência de participação em gols (gols + assistências).
Volante de imposição física fecha o tripé
A comissão técnica pretende adicionar intensidade sem bola e maior proteção à zaga. O setor perdeu peças importantes ao fim de contrato e, em 2025, o time teve média de 11,3 desarmes certos por jogo, apenas o 12.º melhor índice da Série A. O próximo nome deve:
- Combinar boa leitura de interceptações com passe vertical curto;
- Permitir variações para linha de cinco na saída de três;
- Ser jovem o bastante para render fisicamente em calendário apertado.
Raio-X do elenco gremista pós-primeira leva
- Goleiros: 2 profissionais, 1 da base. Falta concorrência externalizada.
- Laterais: Quadro considerado fechado após chegada de Caio Paulista.
- Zagueiros: Seis opções, três destros e três canhotos – setor momentaneamente fora de pauta.
- Meio-campistas: 7 atletas, mas nenhum especialista em articulação central.
- Atacantes: Grupo ampliado com Enamorado e Tetê; prioridade agora é municiá-los.
Impacto projetado nos próximos meses
Concluir a chegada de um goleiro, um armador e um volante ainda em janeiro permitirá que Luís Castro utilize o Campeonato Gaúcho como laboratório, ajustando sincronia ofensiva e coberturas defensivas antes da Libertadores. A diretoria avalia que o recorte das primeiras 10 rodadas do estadual será decisivo para medir a necessidade de abrir uma “segunda janela” em julho, focando reposições pontuais.
Imagem: Lucas Uebel
Com o calendário de 2026 prevendo até 77 jogos em caso de finais, a profundidade de elenco deixou de ser luxo e virou pré-requisito competitivo. Se o trio de reforços chegar a tempo, o Grêmio tende a reduzir oscilações observadas em 2025, quando acumulou três séries de três derrotas consecutivas, todas em semanas de maratona.
Conclusão: A busca simultânea por goleiro, camisa 10 e volante sinaliza que o Grêmio prioriza equilíbrio estrutural antes de pensar em nomes de impacto midiático. A janela que se encerra em 7 de março pode definir o grau de ambição tricolor para a temporada; até lá, cada movimentação será acompanhada de perto por rivais e pelo mercado internacional.
Com informações de Portal do Gremista