Quem: Jhosefer, meia de 20 anos formado na base do Cruzeiro. O quê: recebeu sondagens de clubes das Séries B e C do Brasileirão e de três equipes do exterior. Quando e onde: em janeiro de 2026, enquanto treina separado do elenco principal na Toca da Raposa II. Por quê: o jogador não será aproveitado por Nicolás Larcamón nesta temporada, e a diretoria discute um novo empréstimo para evitar perda de valor de mercado.
Por que Jhosefer perdeu espaço na Toca da Raposa
O meio-campista voltou do empréstimo ao América-MG no fim de 2025, mas não convenceu a comissão técnica celeste. O Cruzeiro fechou 2025 com 11 atletas de meio-campo no elenco profissional; quatro deles atuam na mesma faixa de campo que Jhosefer (meia central/segundo volante). O clube priorizou jogadores mais experientes na disputa de competições continental e nacional, deixando o garoto fora do planejamento.
Mapa de interessados no Brasil e no exterior
No mercado interno, Avaí e Cuiabá (ambos na Série B) e o Guarani (Série C) já fizeram consultas. O América-MG também monitorava a situação, mas, segundo apuração do Diário Celeste, a negociação foi descartada.
Fora do país, três clubes perguntaram pelos termos de um empréstimo:
- FC Oleksandriya – listado pelo staff como equipe da “Rússia”.
- Lokomotiv Sofia – Bulgária.
- Houston Dynamo – Major League Soccer, EUA.
Todos acenam com a possibilidade de cláusulas de compra ao fim do vínculo.
Raio-X de Jhosefer
- Idade: 20 anos (nasc. 2005).
- Altura/peso: 1,75 m / 70 kg.
- Posição: meia central, também atua como segundo volante.
- Contrato com o Cruzeiro: até 31/12/2026.
- Jogos pelo profissional do Cruzeiro: 4
- Últimas partidas: Pouso Alegre e Patrocinense (Mineiro 2022), Brusque (Série B 2022) e Bahia (Brasileirão 2024).
Embora tecnicamente bem avaliado na base – 80% de acerto em passes curtos no Sub-20 do Brasileiro de 2023, segundo dados da própria Raposa – ele não teve sequência acima de 60 minutos em nenhuma partida profissional.
O que o Cruzeiro ganha (ou deixa de perder) com um novo empréstimo
Enviar o atleta para outro clube aliviaria a folha salarial em cerca de R$ 80 mil mensais (salário e encargos) e manteria o jogador em vitrine, o que pode render compensação financeira futura. Já a venda definitiva hoje é considerada pouco provável; o staff do atleta avalia que alguns meses de minutagem seriam necessários para valorizar o passe.
Imagem: Gustavo Martins
Por outro lado, segurar Jhosefer sem utilizá-lo significa arcar com aproximadamente R$ 2,1 milhões em custos até dezembro de 2026 e perder a possibilidade de tê-lo elegível para listas de registro da Conmebol, que exigem número mínimo de jogadores formados no clube.
Próximos passos no mercado
Com a janela internacional de entrada no Brasil aberta até 7 de fevereiro, o Cruzeiro trabalha para definir o destino do meia antes dessa data. Caso opte por empréstimo para o exterior, o documento precisa ser registrado na FIFA TMS até o último dia útil da janela do país de destino. Já a Série B fecha inscrições em 18 de abril, dando margem maior a Avaí e Cuiabá.
Conclusão: A saída de Jhosefer, seja por empréstimo ou transferência, tende a ser questão de tempo. O movimento reduz custo imediato para a Raposa e oferece ao atleta a chance de se provar em um ambiente com menos concorrência. O desfecho desta negociação indicará também a nova política do Cruzeiro para ativos formados em casa – se a vitrine externa será priorizada ou se a Série B ainda é o caminho para ganhar rodagem.
Com informações de Diário Celeste