City keep buying, selling and earning three years since 115 charges dropped

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Manchester (ING), 6 de junho de 2026 — Três anos depois de ser acusado pela Premier League de 115 violações financeiras, o Manchester City continua atuando no mercado como se nada houvesse: já gastou aproximadamente £700 milhões em contratações, arrecadou cerca de £474 milhões em vendas e firmou novos patrocínios multimilionários, enquanto o julgamento segue sem prazo para desfecho.

Por que o clube segue ileso — pelo menos por enquanto

Em fevereiro de 2023, a liga inglesa surpreendeu ao divulgar acusações que, na prática, sugeriam fraude contábil e descumprimento de regras de fair play financeiro. Desde então:

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  • Um painel independente concluiu as audiências há 15 meses, mas não divulgou veredicto.
  • Sem sanções provisórias, o City opera normalmente no mercado de transferências e no setor comercial.
  • Dentro de campo, o time conquistou a Tríplice Coroa em 2023 e um inédito tetracampeonato inglês em 2024.

Mercado de transferências: entradas, saídas e saldo

O clube realizou investimento líquido próximo a £230 milhões nos últimos três verões europeus, valor alto, porém longe dos maiores na Premier League.

Raio-X das movimentações (verão 2023-2025)

  • Compras: ~£700 mi (destaques: Marc Guéhi e Antoine Semenyo em 2025)
  • Vendas: £474 mi (destaques: Cole Palmer por £42,5 mi; Julián Álvarez por até £82 mi)
  • Salários aliviados: saídas ou empréstimos de Walker, Grealish e De Bruyne em estágio avançado de carreira.

Patrocínios em expansão: efeito “marca global”

Na mesma manhã em que Pep Guardiola comentava temas geopolíticos em coletiva, uma garrafa de Lucozade ao seu lado simbolizava o novo acordo com a bebida esportiva número 1 do Reino Unido. O contrato é apenas parte de uma lista recente:

  • PUMA: renovação em 2025 renderá £1 bilhão ao longo de dez anos.
  • OKX e Asahi: extensões assinadas sem recuo nos valores.
  • Joie: naming rights do estádio da equipe feminina desde 2023.

A decisão favorável do clube contra a Premier League sobre transações com partes relacionadas (Associated Party Transactions) destravou espaço para ainda mais receita comercial.

Blindagem de elenco: contratos de longo prazo

Mesmo sob ameaça de punições, peças-chave reforçaram o compromisso:

  • Pep Guardiola: extensão até 2027, assinada em novembro de 2024.
  • Erling Haaland: novo vínculo até 2034, anunciado dois meses depois.

Questionado sobre as acusações, o atacante norueguês afirmou: “Confio que o clube sabe o que faz”.

O que pode acontecer quando o veredito chegar?

A Premier League e o City correm risco de sofrer abalo institucional sem precedentes. Especialistas, como o professor Kieran Maguire, preveem renúncia de executivos no lado que for considerado culpado. Possíveis sanções variam de multas pesadas a rebaixamento ou até expulsão, embora nada indique qual tendência prevalecerá.

Próximos capítulos

Enquanto a sentença não sai, o Manchester City planeja a pré-temporada de 2026 com a meta de retomar troféus que escaparam em 2025. Uma decisão definitiva pode redefinir o cenário competitivo inglês — seja validando o modelo financeiro do clube ou impondo punição histórica. Até lá, a estratégia em campo e no escritório permanece inalterada, e novos acordos comerciais podem surgir a qualquer momento.

Com informações de Manchester Evening News

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