Rio de Janeiro (RJ) – Lucas Paquetá disputará neste domingo, às 18h, no Maracanã, sua primeira final de Campeonato Carioca efetivamente em campo pelo Flamengo contra o Fluminense. O meia de 26 anos, revelado pelo próprio Rubro-Negro, tenta o primeiro título estadual jogando a decisão após ter ficado fora da lista de relacionados em 2017, último encontro entre os rivais em uma final vencida pelo Fla.
De promessa a protagonista: a evolução de Paquetá
Em 2017, Paquetá ainda dava os primeiros passos no elenco principal e acompanhou dos camarotes a vitória rubro-negra por 2 × 1 que garantiu o troféu. Sete anos depois, retorna como um dos nomes de maior investimento do futebol sul-americano – a recompra custou 42 milhões de euros ao clube – depois de passagens por Milan (2019-20), Lyon (2020-22) e West Ham (2022-24). A experiência europeia agregou intensidade sem bola e leitura de espaços, atributos valorizados pelo técnico do Flamengo para aumentar a variação ofensiva da equipe.
Onde o camisa 20 encaixa no esquema rubro-negro
Paquetá deve atuar como interior pela esquerda no 4-3-3, função que permite:
- Conexão entre linhas: recebe atrás do primeiro volante adversário e acelera com passes verticais.
- Chegada à área: média de 0,22 gols por jogo na carreira europeia, útil para atacar o espaço criado pelo falso 9.
- Pressão pós-perda: histórico de 4,6 ações defensivas bem-sucedidas por 90 min na Premier League 2023/24, segundo FBref.
Raio-X da campanha até a final
Flamengo em 2024*
- Jogos no Carioca: 12 (8 vitórias, 3 empates, 1 derrota)
- Ataque: 24 gols – melhor da competição
- Defesa: 7 gols sofridos – segunda melhor campanha
*Dados oficiais da FFERJ até as semifinais.
Paquetá participou de três partidas desde o retorno, incluindo a goleada por 4 × 0 sobre o Madureira na semifinal, quando deu uma assistência e finalizou duas vezes na direção do gol.
Imagem: Internet
O clássico e seu peso histórico
Flamengo e Fluminense somam 15 decisões diretas de Campeonato Carioca desde 1919. O Fla leva vantagem recente: venceu cinco das últimas seis finais, incluindo 2017, 2020 e 2021. Para o Tricolor, a presença de Paulo Henrique Ganso e Jhon Arias no setor central exigirá que Paquetá e o volante ao seu lado fechem linhas rapidamente para evitar a construção pelo corredor interno.
Impacto futuro: mais que um troféu
Além de coroar o retorno de seu cria ao Rio, o título pode solidificar a ideia de jogo ofensivo que o Flamengo pretende levar para a Conmebol Libertadores, cujo início ocorre já em abril. Caso confirme a taça, o clube chegará embalado para a fase de grupos e com Paquetá devidamente entrosado – uma variável que pode reduzir a dependência de atletas como Arrascaeta e Everton Ribeiro na criação.
Com a expectativa de casa cheia, a decisão deste domingo não vale apenas a 38ª conquista estadual do Flamengo ou o 33º título do rival, mas sinaliza como ambos chegarão para o restante da temporada. A atuação de Paquetá, portanto, será um termômetro importante para medir a força do meio-campo rubro-negro em 2024.
Com informações de NetFla