Rio de Janeiro (11/03/2026) — Em entrevista ao serviço de streaming DAZN concedida nesta semana, Davide Ancelotti detalhou como o pai, Carlo Ancelotti, usa a proximidade com as principais estrelas para manter o elenco unido, método que agora será aplicado na Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026.
Por dentro do método Ancelotti: por que conversar com a estrela faz diferença
De acordo com Davide, Carlo tem como princípio abordar primeiro o jogador de maior peso técnico e midiático. O objetivo é fazê-lo entender que ser craque significa também potencializar o rendimento coletivo. “O craque entende qual é o papel dele dentro da equipe. A verdadeira estrela precisa dar aos outros”, relatou o auxiliar, que acompanhou o pai em PSG, Real Madrid, Bayern, Napoli e Everton.
Aplicação imediata: Vini Jr. como eixo ofensivo do Brasil
No mesmo bate-papo, Davide elogiou Vinicius Júnior, lembrando que o atacante, sem Neymar no ciclo atual, concentra as atenções táticas da Seleção. Ele enfatizou que o debate externo sobre o temperamento do jogador não deve desviar o foco da sua capacidade de decidir partidas. O discurso indica que Carlo pretende dar a Vini o mesmo protagonismo que o fez explodir no Real Madrid.
Raio-X — números que sustentam a filosofia
Carlo Ancelotti, técnico
• 4 títulos de UEFA Champions League como treinador (2002/03, 2006/07, 2013/14 e 2021/22).
• 5 ligas nacionais diferentes conquistadas (Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha).
• Média de 2,01 pontos por jogo na carreira desde 1995.
Vinicius Júnior, atacante
• 43 participações diretas em gols na temporada 2024/25 (28 gols + 15 assistências) pelo Real Madrid.
• 14 jogos oficiais pela Seleção em 2025: 5 gols, 4 assistências.
• 11,2 dribles certos por 90 minutos nas Eliminatórias – recorde do torneio.
O desafio comparativo: a curta passagem de Xabi Alonso
Davide citou o ex-treinador do Real como exemplo de que convencimento de grupo é decisivo. Alonso, apesar da promissora chegada, não conquistou o vestiário e acabou demitido poucos meses depois. A menção serve para reforçar a importância do capital humano nos bastidores, ponto onde Carlo tradicionalmente se destaca.
Imagem: IMAGO
Impacto para 2026: o que muda no planejamento da Seleção
A tendência é que a comissão defina já nos próximos amistosos um núcleo de confiança em torno de Vini Jr., Rodrygo e Endrick, reproduzindo a lógica “estrela que puxa o coletivo” descrita por Davide. O histórico bem-sucedido de Carlo em gerenciar egos de ídolos como Kaká, Cristiano Ronaldo e Sergio Ramos indica que o vestiário brasileiro pode ganhar estabilidade, fator que faltou nas Copas de 2018 e 2022.
Com a metodologia de gestão personalizada de Carlo Ancelotti e a consolidação de Vinicius Júnior como líder técnico, a Seleção Brasileira inicia o ciclo final para a Copa de 2026 com um modelo de vestiário testado em clubes multicampeões. O próximo amistoso, marcado para junho, servirá de termômetro para avaliar se a teoria de aproximação às estrelas se traduzirá em performance coletiva dentro de campo.
Com informações de Trivela