Ex-Milan: ‘O que eu vi do Pato nem Mbappé fez. Ele me chocou’

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Milão, 28 de março de 2026 – Em entrevista ao canal BeIn Sports, o atacante francês M’Baye Niang, que integrou o elenco do Milan na temporada 2012/13, afirmou que a capacidade atlética demonstrada por Alexandre Pato nos treinamentos e jogos “foi algo que nem Kylian Mbappé consegue reproduzir”. O depoimento foi dado durante um quadro sobre jovens revelações que conviveram com grandes estrelas, e surpreendeu pelo peso da comparação.

Por que a declaração ganha relevância em 2026

Mbappé é, hoje, referência de velocidade e definição no futebol europeu, acumulando títulos de Ligue 1, Copa do Mundo (2018) e mais de 300 gols na carreira profissional. Ao colocá-lo como parâmetro, Niang destaca a memória de um Pato que dominava arrancadas curtas, finalizações de ambos os pés e jogo aéreo no auge de sua forma. A fala reaquece a discussão sobre o impacto das lesões musculares que impediram o brasileiro de sustentar a trajetória iniciada no Milan em 2007.

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Raio-X de Alexandre Pato no Milan

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Contratação: agosto/2007, por €24 milhões (na cotação da época, maior investimento do Milan em um menor de idade).
Estreia: 13 de janeiro de 2008 – gol contra o Napoli.
Números gerais: 150 partidas oficiais, 63 gols, 18 assistências.
Título principal: Serie A 2010/11, sendo artilheiro rossonero na campanha (14 gols).
Lesões registradas (2009-2012): 15 ocorrências, 12 de cunho muscular, totalizando mais de 400 dias afastado.

Velocidade em números: Pato x Mbappé

Pato: medições extraoficiais divulgadas pelo Milan em 2009 apontavam 34,6 km/h em sprint de 30 metros.
Mbappé: registro de 38 km/h na Ligue 1 2019/20, marca reconhecida pela LFP.
Embora o francês tenha pico mais alto, Niang enfatizou a “explosão nos primeiros metros” do brasileiro e a potência de pernas, algo visível nas arrancadas curtas que antecediam seus gols.

O legado travado pelas lesões

A temporada 2008/09, com 42 jogos e 18 gols, projetava Pato para a elite mundial. Entretanto, de 2009/10 a 2012/13 ele perdeu 54 partidas por problemas físicos. Segundo o Centro de Estudos do Futebol Italiano, o Milan gastou cerca de €8 milhões em tratamentos e salários durante os longos períodos de inatividade do atacante. Essa conjunção de fatores levou o clube a aceitar a oferta do Corinthians em janeiro de 2013.

Repercussão atual e possíveis impactos futuros

A fala de Niang reacende o debate sobre gestão de minutos de jovens atletas. Na base do Internacional, Pato entrou no time profissional aos 17 anos; Mbappé recebeu manejo progressivo no Monaco e depois no PSG com estratégias de prevenção física. Em meio ao aumento de jogos de calendário mundial (FIFA e confederações), o caso de Pato torna-se estudo para clubes que planejam carreiras de atletas sub-20. A tendência é ver departamentos médicos e de performance reforçando protocolos, especialmente em talentos explosivos.

Conclusão prospectiva: se Alexandre Pato decidir pela aposentadoria ainda em 2026, seu nome provavelmente seguirá como exemplo de talento precoce interrompido por lesões. Já o depoimento de Niang contribui para posicionar o debate sobre preparação física e minutos em campo de jovens, algo que clubes europeus acompanham de perto para evitar perder novos “Patos” no futuro.

Com informações de Trivela

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