Por que De Zerbi no Tottenham é ideia maluca até mesmo para quem o ama

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Quem: Roberto De Zerbi | O quê: novo técnico do Tottenham | Quando: 31 de março de 2026 | Onde: Londres | Por quê: substituir Igor Tudor e evitar o primeiro rebaixamento do clube em mais de 45 anos.

Por que o Tottenham mudou de rota a sete jogos do fim?

Com sete derrotas nos últimos dez confrontos oficiais e apenas um ponto acima da zona de descenso, a diretoria londrina decidiu dispensar Igor Tudor. O croata não conseguiu manter a trajetória iniciada por Thomas Frank no começo da temporada, e a sequência negativa colocou o clube diante de um cenário inédito de ameaça real na elite inglesa. Para reverter o quadro, Daniel Levy apostou em Roberto De Zerbi, treinador elogiado por elevar o nível coletivo em passagens por Sassuolo, Brighton e Olympique de Marseille.

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O DNA tático de De Zerbi: posse para manipular, não para cadenciar

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O italiano construiu fama de estrategista ousado, fiel a uma estrutura 3-2-5 com bola que convida o adversário a pressionar. A ideia-força é simples: trocar passes curtos na saída, atrair a marcação e, então, romper a pressão com passes verticais ou diagonais de alta velocidade. Esse mecanismo gerou:

  • Brighton 2022/23 entre as três melhores equipes da Premier League em posse, chances criadas e gols esperados (xG).
  • Olympique vice-campeão francês 2024/25, com média superior a 1,8 gol marcado por partida.

O custo é claro: muitos jogadores à frente da linha da bola deixam espaços para contra-ataques – algo preocupante para um Tottenham já vulnerável em transições defensivas.

Raio-X do elenco: peças que encaixam e lacunas imediatas

Lesionados chave: Dejan Kulusevski, James Maddison, Rodrigo Bentancur e Mohammed Kudus – todos fundamentais para acelerar o jogo entrelinhas.

Quem pode potencializar o modelo:

  • Archie Gray e Lucas Bergvall – volantes técnicos, bons em recepção sob pressão.
  • Djed Spence e Pedro Porro – laterais que permitem formar saída de três.
  • Xavi Simons – criatividade próxima da área, ideal para o “5” da linha de ataque.
  • Richarlison – agressividade para atacar o espaço quando a marcação adversária é rompida.
  • Cristian Romero – capacidade de duelar em campo aberto, requisito para centrais de De Zerbi.

Interrogações: ausência de dribladores disponíveis para o um-contra-um nas pontas e excesso de meio-campistas de contenção (casos de João Palhinha e Connor Gallagher) que não se enquadram no jogo de posse curta.

Calendário e classificação: o relógio joga contra

Restam apenas sete rodadas. Quatro dos adversários diretos são rivais que também lutam contra o rebaixamento. A margem de erro é mínima, e o histórico mostra que as equipes de De Zerbi normalmente levam ao menos quatro a cinco partidas para absorver os princípios básicos do modelo.

Impacto projetado: ousadia ou queda histórica?

Se conseguir uma rápida curva de aprendizado, o Tottenham tende a sair da zona crítica porque já possui atletas acostumados a sair jogando e pressionar alto – legado de treinadores anteriores. Porém, a falta de tempo para treinos, somada à lista de lesionados, deixa o clube diante de um enredo binário: ou uma arrancada surpreendente sela a permanência e abre caminho para um projeto autoral em 2026/27, ou os riscos inerentes ao sistema aceleram a primeira queda dos Spurs na era Premier League.

Com informações de Trivela

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