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    Pep Guardiola made to ‘suffer’ as Man City stuck eight points behind Liverpool

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    Londres, 21 de setembro de 2025 — Em pleno Emirates Stadium, o Manchester City de Pep Guardiola adotou uma postura raríssima de defesa e transição, terminou com apenas 32,8% de posse de bola e acabou cedendo o empate por 1 x 1 ao Arsenal, graças ao gol de Gabriel Martinelli já nos acréscimos, resultado que manteve os atuais campeões nacionais a oito pontos do líder Liverpool após seis rodadas da Premier League.

    Por que Guardiola mudou o plano de jogo?

    Desde que chegou ao Etihad em 2016, Guardiola construiu sua identidade com médias superiores a 60 % de posse. Desta vez, porém, o treinador explicou que buscava “recuperar o espírito competitivo” e admitiu que “preferiu a bola longe do goleiro Gianluigi Donnarumma e mais perto de David Raya”, sinalizando a opção por um bloco mais baixo e transições rápidas. Trata-se do índice mais baixo de posse do City em quase dez anos, um marco que o próprio técnico tratou com ironia: “Um recorde em que posso viver no país”, disse, rindo.

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    Impacto na tabela e leitura estratégica para Arsenal e City

    O empate mantém o Arsenal de Mikel Arteta a cinco pontos do Liverpool, enquanto o City cai para a 8ª posição, já oito pontos atrás do topo. Para o Arsenal, o resultado reforça a capacidade do elenco em reagir na reta final, especialmente com a profundidade oferecida por Martinelli, decisivo também na vitória sobre o Athletic Bilbao pela Liga Europa. Para o City, o tropeço amplia a pressão por recuperação imediata: historicamente, equipes que ficam a oito pontos do líder após a 6ª rodada precisam de média superior a 2,4 pontos por jogo no restante da temporada para brigar pelo título.

    Raio-X da partida

    Posse de bola: Arsenal 67,2 % x 32,8 % Man City (menor índice de Guardiola na Inglaterra)
    Gols: 15’ 2T Phil Foden (MC); 46’ 2T+ Gabriel Martinelli (ARS)
    Formações iniciais: Arsenal (4-3-3) — Raya; White, Saliba, Gabriel Magalhães, Timber; Declan Rice, Zubimendi, Mikel Merino; Saka, Havertz, Trossard. City (4-2-3-1) — Donnarumma; Walker, Rúben Dias, Aké, Gvardiol; Rodri, Foden; Bernardo Silva, De Bruyne, Doku; Haaland.
    Destaque tático: City defendeu em 4-4-2 sem bola, com Foden avançando ao lado de Haaland; Arsenal empurrou seus laterais por dentro para criar superioridade numérica no meio.

    O que esperar a partir de agora?

    Para Guardiola, a principal incógnita é saber se a abordagem reativa foi pontual ou prenuncia um City mais pragmático em 2025/26. O calendário reserva duelo direto com o Liverpool dentro de três rodadas; manter a estratégia pode ser arriscado contra o ataque mais eficiente do torneio. Já Arteta tentará capitalizar o momento de Martinelli, que soma dois gols decisivos na semana e surge como arma para tirar pontos do líder.

    Conclusão prospectiva: O empate no Emirates não altera drasticamente a corrida pelo título, mas lança luz sobre duas narrativas-chave: a evolução de um Arsenal que consegue reagir nos minutos finais e o início de um City “camaleônico”, obrigado a reinventar-se para não ver o Liverpool disparar. Os próximos compromissos servirão de termômetro para avaliar se a ruptura de Guardiola com a posse é exceção ou novo padrão — e se a ousadia de Arteta será suficiente para manter os Gunners vivos na perseguição.

    Com informações de Liverpool.com

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