Quem: Antonio Conte, técnico do Napoli
O quê: sinalizou que aceitaria voltar a comandar a Seleção Italiana
Quando: declaração dada em 6 de abril de 2026, após vitória do Napoli sobre o Milan
Onde: Estádio Diego Armando Maradona, em Nápoles
Por quê: Gennaro Gattuso deixou o cargo e a FIGC busca novo treinador após a terceira ausência seguida da Itália em Copas do Mundo
Contexto imediato: crise na FIGC e busca por um novo ciclo
A eliminação para a Bósnia-Herzegovina na repescagem europeia desencadeou uma crise institucional no futebol italiano. O presidente Gabriele Gravina e o chefe de delegação Gianluigi Buffon renunciaram, e a eleição para a nova diretoria está marcada para 22 de junho, em Roma. Sem comando técnico nem político, a Azzurra vê em Antonio Conte um nome de consenso capaz de liderar a reconstrução.
Por que Conte volta ao radar da seleção
Com contrato no Napoli até junho de 2027, Conte declarou: “Se eu fosse o presidente da Federação, eu me consideraria, junto com outros, por muitos motivos. Já estive na seleção e conheço o ambiente.” A experiência prévia (2014-2016) e o histórico de títulos em clubes pesam a favor do treinador, que demonstrou familiaridade com o ambiente de Coverciano e capacidade de gerir elencos sob pressão.
Raio-X de Antonio Conte
Títulos em clubes
– Juventus (2011-2014): 3 Scudettos consecutivos
– Chelsea (2016-2018): 1 Premier League, 1 FA Cup
– Internazionale (2019-2021): 1 Scudetto
Números pela Itália (2014-2016)
– Jogos: 25
– Vitórias: 14 (56%)
– Empates: 7
– Derrotas: 4
– Melhor campanha: quartas de final da Euro 2016 (eliminado nos pênaltis pela Alemanha)
Impacto potencial no Napoli
A equipe de Aurelio De Laurentiis ocupa a vice-liderança da Serie A com 65 pontos — sete a menos que a Internazionale, restando sete rodadas. Uma eventual saída de Conte exigiria replanejamento imediato para a temporada 2026/27, já que o treinador foi peça-chave na reorganização defensiva que reduziu a média de gols sofridos de 1,1 para 0,8 por jogo.
Imagem: Imago
Próximos passos: eleição da FIGC e janela de decisões
Até 22 de junho, a federação estará sem presidente, o que inviabiliza uma proposta oficial. Caso o novo dirigente queira Conte, dependerá da postura de De Laurentiis, que já sinalizou liberar o treinador se houver negociação séria. O cronograma da UEFA Nations League, em setembro, impõe urgência: o novo técnico precisará convocar, treinar e definir modelo de jogo em menos de três meses.
Conclusão prospectiva: A fala de Antonio Conte funciona como um aviso à FIGC de que existe uma solução de curto prazo para a crise esportiva e institucional. Se confirmada, a transição pode redefinir tanto o futuro da seleção quanto o planejamento do Napoli, criando um efeito dominó no mercado de treinadores da Serie A para 2026/27.
Com informações de Trivela