Quem: Gary Neville, ex-zagueiro e analista inglês, e Gianluigi Donnarumma, goleiro do Manchester City.
O quê: Neville definiu Donnarumma como um “animal” e afirmou que o escolheria em vez de David Raya.
Quando: logo após o empate por 1 a 1 entre Arsenal e Manchester City, válido pela atual temporada da Premier League.
Onde: Emirates Stadium, Londres.
Por quê: a atuação dominante do italiano, que sofreu apenas um gol em três partidas pelo City, chamou a atenção pela imposição física e segurança com a bola nos pés.
Por que a estatura faz diferença no sistema de Guardiola
Donnarumma tem 1,96 m e foi descrito por Neville como “o tipo de goleiro que faz os atacantes pensarem duas vezes antes de disputar a bola aérea”. Para um time de posse alta e linha defensiva avançada como o de Pep Guardiola, a capacidade de interceptar cruzamentos e iniciar a saída curta com os pés reduz a exposição a bolas longas, um dos principais recursos usados pelos adversários para quebrar a pressão do City.
Raio-X do começo de Donnarumma no City
Jogos: 3
Gols sofridos: 1 (média de 0,33 por partida)
Defesas realizadas: 7 (eficácia de 87,5%)
Saídas em cruzamentos: 9, todas bem-sucedidas
Passes certos: 91% de acerto
Pontuação do City: 7 pontos em 3 rodadas (2 vitórias, 1 empate)
Os números reforçam a primeira impressão apontada por Neville: além de intimidar fisicamente, o italiano mostra consistência estatística, colaborando para a melhor defesa do campeonato até aqui.
Impacto imediato na hierarquia dos goleiros
Ao dizer que não escolheria Raya em vez de Donnarumma, Neville indiretamente traça comparação com outros arqueiros de elite da liga. O comentário também sugere que o City, que já possuía Ederson como titular consolidado, pode agora alternar perfis: um goleiro mais ágil e construtor (Ederson) e outro mais dominante aérea e fisicamente (Donnarumma). A dupla amplia o leque tático de Guardiola para jogos em que o adversário explora bolas paradas ou cruzamentos frequentes.
Imagem: James Gill – Danehouse Getty s
Próximos jogos e o que observar
O Manchester City volta a campo na próxima rodada contra o Aston Villa, equipe que figura entre as que mais cruzam bolas na Premier League. Será um teste chave para confirmar se a presença de Donnarumma continuará reduzindo o volume de finalizações aéreas sofridas. Na sequência, há duelo de Champions League, competição em que a solidez defensiva costuma ser decisiva em mata-matas.
Conclusão prospectiva: a avaliação de Gary Neville ecoa não só pela hipérbole de chamar Donnarumma de “animal”, mas pelo contexto: um goleiro que, em apenas três partidas, já alterou a percepção externa sobre a segurança defensiva do Manchester City. Se mantiver a média de 0,33 gol sofrido por jogo, o italiano pode se consolidar como peça central na busca dos Citizens pelo título inglês e pela sonhada segunda Champions consecutiva.
Com informações de Manchester Evening News