Quem: Clube Atlético Mineiro e Cienciano (Peru)
O quê: confronto pela 3ª rodada da Copa Sul-Americana
Quando: quarta-feira, 21h30 (de Brasília)
Onde: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco (3.400 m de altitude)
Por quê: duelo que pode recolocar o Galo na liderança do Grupo B
Duelo direto pelo topo do Grupo B
Com três pontos somados nas duas primeiras partidas, o Atlético-MG chega a Cusco em 3º lugar, um ponto atrás do líder Cienciano. Uma vitória mineira inverte a ordem da tabela e coloca a equipe de Belo Horizonte na primeira posição, situação estratégica porque apenas o líder avança direto às oitavas – o 2º colocado precisará disputar play-offs contra clubes vindos da Libertadores.
Altitude de 3.400 m: variável que muda o jogo
Cusco está a cerca de 3.400 m acima do nível do mar, o que reduz a disponibilidade de oxigênio em quase 30%. A bola viaja mais rápida e a recuperação muscular é mais lenta. Para minimizar efeitos, a delegação atleticana desembarca na véspera do jogo, estratégia que limita a exposição prolongada, mas exige ritmo forte de aquecimento pré-partida. A expectativa é de maior rotatividade de meio-campistas e possível uso antecipado de substituições, recurso cada vez mais explorado pelo técnico Gabriel Milito com suas cinco peças de banco.
Histórico recente: equilíbrio absoluto
Na edição passada da Sul-Americana, mineiros e peruanos empataram as duas vezes que se encontraram: 0 x 0 em Cusco e 1 x 1 em Belo Horizonte. O dado reforça o grau de dificuldade para arrancar três pontos fora de casa, mesmo para um elenco avaliado em patamar superior ao do adversário.
Raio-X do Grupo B após 2 rodadas
1º – Cienciano: 4 pts (1V 1E)
2º – Puerto Cabello: 3 pts (1V 1D, saldo superior pelo confronto direto)
3º – Atlético-MG: 3 pts (1V 1D)
4º – Juventud-URU: 1 pt (1E 1D)
No outro jogo da noite, Juventud x Puerto Cabello pode embaralhar ainda mais a classificação. Se os uruguaios vencerem, o Atlético segue com chances de abrir folga já na próxima rodada.
O ajuste tático de Gabriel Milito
Desde que assumiu o comando, Milito instituiu saída curta de três homens, laterais bem altos e linha de quatro na construção. A tendência é repetir o 4-3-3 com extremos abertos, mas com maior densidade no meio-campo para proteger contra contra-ataques em velocidade – arma preferencial do Cienciano jogando em casa.
Imagem: Internet
Peças-chave:
• Alan Franco – coordena a circulação de bola e tem média de 52 passes certos por jogo na competição.
• Paulinho – já marcou um gol na fase de grupos e lidera o time em finalizações (7).
• Hulk – apesar de ainda sem gols no torneio, responde por 33% das chances criadas e pode explorar chutes de média distância, potencializados pela menor densidade do ar.
Próximos passos na rota alvinegra
Após o compromisso em Cusco, o Galo retorna a Belo Horizonte para enfrentar o Juventud-URU na Arena MRV. Um resultado positivo no Peru dará ao time a chance de confirmar a liderança diante da torcida e administrar o grupo nas duas últimas rodadas.
Conclusão: Se superar o desafio da altitude e vencer o Cienciano, o Atlético-MG ganha não só a primeira posição do Grupo B, mas também margem para rodar elenco nas partidas restantes, equilibrando desgaste entre Brasileirão e Sul-Americana. O impacto logístico e tático deste jogo pode definir o planejamento alvinegro para o semestre – e vale acompanhar como Milito adaptará sua ideia de posse em condições extremas.
Com informações de Clube Atlético Mineiro