‘Achei que Zubimendi tinha sido ótimo reforço do Arsenal, mas ele está sofrendo’

Anúncios

Quem: Martin Zubimendi, volante do Arsenal.
O quê: Vem sendo questionado publicamente por Gary Neville por não ditar o ritmo da equipe.
Quando e onde: Após a vitória por 1 a 0 sobre o Newcastle, em 25/04/2026, pela Premier League.
Por quê: Mesmo titular absoluto (33 jogos), o espanhol ainda não exerce a influência esperada no meio-campo, especialmente em partidas decisivas.

O que disse Gary Neville e por que isso importa

No podcast “Gary Neville Podcast”, o ex-lateral comparou Zubimendi a referências de controle de jogo como Andrea Pirlo, Paul Scholes e Rodri. Segundo Neville, o Arsenal carece justamente desse “metrônomo” para ditar o ritmo em momentos de pressão. A declaração ganhou eco porque:

Anúncios
  • Neville costuma ser ouvido pelo mercado inglês e sua análise repercute entre torcedores e imprensa.
  • O Arsenal ocupa a liderança com vantagem curta e não pode vacilar enquanto o Manchester City tem um jogo a menos.

Radiografia de Zubimendi na temporada 2025/26

Anúncios

Presença em campo: 33 partidas iniciadas – é o jogador de linha mais escalado por Mikel Arteta, superado em minutos apenas por Declan Rice (oito a mais).
Investimento: £55,8 milhões pagos à Real Sociedad na última janela de verão.
Papel estatístico (dados públicos agregados):

  • Passes por jogo: 68 (85% de acerto).
  • Desarmes por jogo: 2,1.
  • Passes progressivos: 6,4 por partida.

Os números indicam participação elevada, mas a cobrança recai sobre a qualidade situacional — falhas em lances simples, como no revés diante do Manchester United, e dificuldade de impor cadência quando o adversário pressiona alto.

O quebra-cabeça tático de Arteta: Zubimendi, Rice e Ødegaard

Arteta costuma alinhar o trio com Rice como “box-to-box”, Ødegaard mais avançado e Zubimendi na função de primeiro construtor. O desafio reside em:

  1. Cobertura defensiva: quando Ødegaard adianta linhas, Rice precisa compensar em amplitude, deixando Zubimendi exposto a transições.
  2. Saída de bola sob pressão: equipes como Newcastle e Manchester United congestionaram a faixa central, forçando erros do espanhol.
  3. Alternância de ritmo: sem a pausa típica de um Pirlo ou Scholes, o Arsenal acelera demais em certos momentos e perde controle territorial.

Calendário apertado e margem de erro zero na Premier League

Restam quatro partidas domésticas: Fulham (c), West Ham (f), Burnley (c) e Crystal Palace (f). Paralelamente, a semifinal da Champions League contra o Atlético de Madrid, em 29/04, exige rotação inteligente do elenco.

Se vencer o Fulham, o Arsenal pode abrir seis pontos antes de o City completar seu jogo pendente. Contudo, qualquer tropeço reativa a vantagem potencial do rival. Dentro desse cenário, a capacidade de Zubimendi em controlar o meio-campo torna-se variável crítica.

O que observar nas próximas semanas

A evolução (ou não) de Zubimendi influenciará diretamente dois eixos:

  • Premier League: capacidade de neutralizar transições rápidas de Fulham e West Ham, equipes que exploram velocidade pelos corredores.
  • Champions League: contra o Atlético, especialista em bloqueios centrais, cada posse mal iniciada pode gerar contra-ataques letais.

Conclusão prospectiva: Se o camisa 8 conseguir transformar alta minutagem em controle efetivo de ritmo, o Arsenal ganhará a solidez necessária para segurar o City e ainda sonhar com a final europeia. Caso contrário, Arteta pode ser forçado a reajustar o trio de meio-campo justamente na reta mais decisiva da temporada.

Com informações de Trivela

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes