NÁPOLES, 22/09/2025 — Logo após a vitória suada por 3 a 2 sobre o Pisa, no Estádio Diego Armando Maradona, o técnico Antonio Conte afirmou à “Sky Sport” que a temporada 2025/26 será “a mais complexa” para o Napoli. Segundo o treinador, nove atletas recém-chegados e a participação simultânea em Serie A, Champions League, Coppa Italia e Supercopa impõem um desafio de entrosamento e resistência que outros rivais já dominam.
Por que a temporada é “mais complexa”, segundo Conte
Conte ressaltou que metade do time titular ainda busca adaptação às exigências do clube — algo agravado pelo peso simbólico do escudetto no uniforme, conquistado em 2023. Enquanto adversários como Milan, Inter e Juventus mantêm boa parte de suas estruturas desde o último ciclo, o Napoli precisa “fazer experiência em campo”, nas palavras do técnico, com jogadores de realidades competitivas diversas.
O treinador também explicou a comemoração enfática no gol decisivo de Lorenzo Lucca: o centroavante, contratado junto ao Udinese, “tem trabalhado muito” para se encaixar em um sistema que pede pressão alta e profundidade nas transições. Para Conte, o lance simboliza o potencial de crescimento, mas reforça a necessidade de paciência.
Raio-X do novo Napoli de Conte (2025/26)
Contratações de impacto (dados públicos de mercado):
- Lorenzo Lucca (Udinese) – 1,96 m, referência aérea e primeiro defensor na pressão.
- Álvaro Odriozola (Real Sociedad) – lateral ofensivo para competir com Di Lorenzo.
- André Trindade (Fluminense) – volante com 91% de passes certos na Série A brasileira 2024.
- Benjamin Šeško (RB Leipzig) – atacante móvel, 18 gols em 2024/25 na Bundesliga.
- Mais cinco reforços completam o grupo, totalizando nove novos nomes citados por Conte.
Números iniciais da temporada:
- 4 vitórias em 4 rodadas da Serie A (12 pontos, 2º lugar pelos critérios de desempate).
- Ataque: 11 gols (média 2,75/jogo); Defesa: 5 gols sofridos.
- Pressão ofensiva: 7,3 recuperações no terço final por partida (StatsPerform).
Impacto na tabela e na rota para a Champions
A sequência perfeita mantém o Napoli no bloco de topo, mas o índice de gols sofridos (1,25/jogo) indica ajuste prioritário nas diagonais de meio-campo — falha admitida por Conte ao analisar o primeiro tempo contra o Pisa. Nas próximas três semanas, os azzurri encaram Atalanta (fora), City (Champions, fora) e Fiorentina (casa). Esse triplo teste medirá a capacidade de rotação do elenco e o timing de entrosamento dos recém-chegados.
Imagem: Internet
Calendário apertado: onde o desgaste pode aparecer
Com 48 horas a menos de descanso em datas de Champions, a carga física deve atingir primeiro os laterais, peça‐chave no 3-4-2-1 de Conte. Em 2024/25, Di Lorenzo somou 4.280 minutos — 12% acima da média europeia para a posição, segundo o CIES. A nova política do treinador prevê minutos controlados para o capitão, algo só viável se Odriozola repetir o volume ofensivo exibido na LaLiga (1,9 passes para finalização/jogo).
O que esperar dos próximos jogos
Se mantiver os 100% na Serie A, o Napoli chegará ao clássico contra a Roma, em outubro, com chance de abrir vantagem sobre concorrentes que já dividem forças em competições continentais. Entretanto, um resultado negativo em Manchester pode expor a fragilidade psicológica que Conte tentou minimizar ao dizer que “mesmo o City já não pressiona como antes”. Ajustar a linha de pressão e reduzir erros não‐forçados serão métricas-chave para sustentar a projeção de oitavas da Champions.
Conclusão Prospectiva: o Napoli inicia 2025/26 com aproveitamento máximo, mas a própria análise de Conte sinaliza que a maratona de quatro torneios exigirá integração rápida dos nove reforços e gestão cirúrgica de fadiga. Os próximos confrontos contra adversários diretos definirão se a equipe confirma a curva ascendente ou se o alerta do técnico se materializa em oscilação de resultados — tema que voltaremos a monitorar nas próximas semanas.
Com informações de Corriere dello Sport