Porto Alegre (15.jun.2026) – O Grêmio formalizou a Arthur Melo uma proposta de dois anos e meio de contrato, até dezembro de 2028, com salário de R$ 2,1 milhões mensais. O volante agora trabalha para rescindir amigavelmente com a Juventus, com quem tem vínculo até junho de 2027, antes de dar a resposta definitiva ao clube gaúcho.
Por que o Grêmio abriu o cofre?
A direção vê em Arthur uma liderança técnica rara no elenco. Desde o retorno ao Tricolor em janeiro de 2026, o camisa 8 tem exercido função dupla: inicia a construção de jogadas a partir da primeira linha e dita o ritmo no terço central, característica que faltou ao time em 2025, temporada em que o índice de passes certos na zona ofensiva ficou em 79% (dados SofaScore).
Além do ganho esportivo, a permanência do volante é estratégica na janela do meio do ano: com a possibilidade de saídas de jovens valorizados, manter um “cérebro” experiente no meio reforça a competitividade sem exigir grandes investimentos em reposição.
O ponto de travamento: rescisão com a Juventus
Arthur possui contrato até junho de 2027 com o clube italiano, mas não está nos planos para a próxima temporada da Série A. Juventus e staff do atleta negociam uma rescisão sem custos – cenário que permitiria ao Grêmio registrar o novo vínculo imediatamente e sem taxa de transferência.
Se a liberação ocorrer nos próximos dias, o departamento de futebol espera anunciar o acerto ainda antes da reabertura do mercado brasileiro, evitando leilões salariais de rivais nacionais.
Raio-X de Arthur Melo
- Idade: 29 anos
- Jogos pelo Grêmio (1ª passagem 2016-2018): 51 partidas, 1 gol
- Títulos pelo clube: Copa do Brasil 2016, Libertadores 2017
- Passes certos na carreira europeia (La Liga 18/19): 92% de acerto*
- Seleção Brasileira: 22 convocações, 1 gol
*dados La Liga Official Stats
Imagem: Lucas Uebel
Impacto tático imediato
Com a manutenção de Arthur, o técnico terá liberdade para usar um 4-3-3 em que o camisa 8 atua como “primeiro construtor” ao lado de um volante mais físico, liberando os interiores para pressão alta. O ajuste endereça a principal lacuna de 2025, quando o time apresentou média de 11,3 perdas de posse no próprio campo por jogo (CBF).
O que observar nos próximos capítulos
1. Prazo da rescisão na Itália – Qualquer demora pode reabrir a porta para propostas de concorrentes brasileiros.
2. Fair play financeiro – O salário coloca Arthur entre os cinco mais bem pagos do país; a diretoria projeta amortizar o investimento com receitas de bilheteria da Arena e premiações em torneios continentais.
3. Mercado de saídas – Caso jovens como André Henrique recebam ofertas, manter Arthur dá margem técnica para vender sem perder competitividade no Brasileirão.
Em síntese, a proposta recorde evidencia a aposta do Grêmio em consolidar um meio-campo de posse e controle. Se a rescisão com a Juventus avançar nos próximos dias, o torcedor pode esperar definição rápida – e o técnico, um pilar de jogo assegurado até o fim de 2028.
Com informações de Portal do Gremista