21 de junho de 2026, Houston (EUA) – Nona colocada no ranking da FIFA e dirigida por Rudi Garcia, a seleção da Bélgica voltou a tropeçar na Copa do Mundo 2026: depois do 1 x 1 com o Egito na estreia, empatou em 0 x 0 com o Irã neste domingo (21) pelo Grupo G, resultado que mantém em risco a classificação ao mata-mata e acentua a sensação de que a prestigiada “geração de ouro” – hoje representada basicamente por Kevin De Bruyne (34 anos) e Romelu Lukaku (33) – se aproxima de um fim melancólico.
Empate sem gols expõe a estagnação ofensiva
Contra o Irã, a Bélgica finalizou mais vezes, viu De Bruyne distribuir passes-chave e ainda assim saiu de campo sem balançar as redes. O goleiro Alireza Beiranvand protagonizou defesas decisivas, incluindo a intervenção à queima-roupa na conclusão de Maxim De Cuyper. Ao todo, os belgas chegam a duas partidas no torneio com apenas um gol a favor – e ainda contra, marcado pelo egípcio Mohamed Hany.
O que restou da geração de ouro
A espinha dorsal que encantou na década passada está quase toda fora de ação: Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jan Vertonghen e Eden Hazard já não fazem parte da convocação. Persistem De Bruyne, ainda o principal criador, e Lukaku, maior artilheiro da história da seleção (85 gols antes da Copa). Sem eles, o elenco carece de uma referência de elite comprovada.
Raio-X: números que ajudam a entender o declínio
- Participações recentes: quartas de final na Euro 2016 e Euro 2020; 3º lugar na Copa 2018; eliminação na fase de grupos na Copa 2022; oitavas de final na Euro 2024.
- Ataque em 2026: 1 gol marcado, 0 de autoria belga, média de 0,5 gol/jogo.
- Defesa: 1 gol sofrido em duas partidas (média 0,5), mas sem vitória.
- Idade média dos titulares: 29,8 anos; De Bruyne (34) e Lukaku (33) são os mais experientes de linha.
O cenário do Grupo G e as contas para o mata-mata
Com dois pontos, a Bélgica precisa vencer o último compromisso da fase de grupos e ainda torcer por combinação favorável em saldo de gols para não depender de terceiros. A falta de margem amplia a pressão diante de um adversário que ainda será definido no calendário interno do grupo.
Quem pode herdar o protagonismo?
Jeremy Doku (Manchester City), Leandro Trossard (Arsenal) e a dupla Amadou Onana/Youri Tielemans (Aston Villa) despontam como candidatos naturais à liderança técnica pós-2026. Até aqui, entretanto, nenhum deles entregou números que aliviem a dependência de De Bruyne e Lukaku, o que reforça a urgência por uma transição geracional estruturada.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva: Se não reagir já na terceira rodada, a Bélgica corre o risco de repetir 2022 e encerrar sua participação ainda na fase de grupos, selando de forma amarga o ciclo da geração que, por uma década, figurou entre as principais forças do futebol mundial. A última chance de sobrevida acontecerá nos próximos dias – e poderá definir também o ponto de partida de uma reconstrução que parece inevitável.
Com informações de Trivela