Atlanta (EUA), 27.jun.2026 – A República Democrática do Congo derrotou o Uzbequistão por 3 x 1 no Mercedes-Benz Stadium, garantiu classificação inédita ao mata-mata em sua segunda participação em Copas do Mundo e selou confronto com a Inglaterra no dia 1.º de julho, novamente em Atlanta.
Virada congolesa e vaga histórica
Depois de um primeiro tempo de posse estéril e punido pelo golaço por cobertura de Eldor Shomurodov aos 9 minutos, o time africano mudou a postura na etapa final. Com maior agressividade entrelinhas, forçou erros uzbeques e empatou em pênalti convertido por Yoane Wissa. O atacante Fiston Mayele aproveitou saída equivocada do goleiro para virar, e Wissa, novamente, fechou o placar, assegurando 3 x 1 e festa dos 70 mil torcedores presentes.
Raio-X da partida
- Posse de bola: RD Congo 61 % x 39 % Uzbequistão
- Finalizações certas: 7 x 3
- Gols: Wissa (2), Mayele; Shomurodov
- Desarmes: Chancel Mbemba liderou com 6 ações bem-sucedidas
- Eficiência nos passes: 89 % (Congo) x 82 % (Uzbequistão)
Campanha até aqui
• Empate 1 x 1 com Portugal
• Derrota 0 x 1 para Colômbia
• Vitória 3 x 1 sobre Uzbequistão
Total: 4 pontos, suficiente para avançar como um dos melhores terceiros colocados do grupo, favorecido pelo empate entre Portugal e Colômbia na rodada final.
Classificação do Grupo L
1.º Inglaterra – 7 pts
2.º Colômbia – 5 pts
3.º RD Congo – 4 pts (classificado)
4.º Uzbequistão – 0 pt
Por que a virada importa taticamente
A RD Congo mostrou repertório ao trocar o 4-3-3 do início pelo 4-2-3-1 quando precisou do resultado. A entrada de um meia mais adiantado gerou superioridade numérica no corredor central, zona explorada nos dois gols finais. Contra a Inglaterra, que pressiona alto, essa válvula de escape pode ser decisiva se Wissa receber em transições rápidas, setor que sofreu 42 % dos arremates ingleses na fase de grupos.
Imagem: IMAGO
O que esperar do duelo contra a Inglaterra
• Bola parada: Ingleses marcaram 3 dos 6 gols em escanteios; Congo sofreu apenas uma vez nesse fundamento.
• Duelo físico: Média de 12,4 duelos aéreos vencidos por jogo — Congo precisará da liderança de Mbemba.
• Desgaste: Seleção africana percorreu 108 km em média por partida, 5 km a mais que a inglesa; rotatividade pode ser trunfo.
Perspectiva: se mantiver a consistência defensiva mostrada nos segundos tempos (apenas 1 gol sofrido após o intervalo em três jogos), a RD Congo pode sonhar com mais um feito inédito e continuar a quebrar paradigmas do futebol africano em Copas.
Com informações de Trivela