Quem: Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti e Seleção Japonesa.
O quê: confronto pela segunda fase da Copa do Mundo.
Quando: segunda-feira, 29 (horário ainda a definir pela FIFA).
Onde: Estádio Lusail, Catar.
Por quê: disputa de vaga nas oitavas de final; Brasil chega com apenas uma derrota em 14 confrontos diretos contra o Japão.
Retrospecto histórico favorece amplamente o Brasil
Em 35 anos de duelos, brasileiros e japoneses se enfrentaram 14 vezes. O balanço é de 11 vitórias do Brasil, dois empates e apenas um triunfo nipônico, justamente o mais recente: 3 a 2 em amistoso de 2025. No total, a Seleção marcou 37 gols e sofreu 8, média de 2,6 tentos por jogo a favor.
O que mudou desde a única derrota em 2025
A queda de 2025 levou a Confederação Brasileira a acelerar ajustes que hoje sustentam a equipe de Carlo Ancelotti. Naquele jogo, o Brasil sofreu sobretudo pelos lados, ao permitir oito finalizações a partir de cruzamentos. Desde então, Ancelotti consolidou o esquema 4-3-3 com pontas recompondo em bloco médio e laterais mais contidos, reduzindo a média de cruzamentos permitidos de 15,7 para 8,9 por partida (dados da CBF até o fim da fase de grupos).
Raio-X em números
Brasil na fase de grupos
• 3 jogos, 9 pontos (100% de aproveitamento)
• 7 gols marcados, 1 sofrido
• 61% de posse média
• 92% de acerto nos passes
Japão na fase de grupos
• 3 jogos, 4 pontos (2º lugar no Grupo F)
• 4 gols marcados, 3 sofridos
• 48% de posse média
• 85% de acerto nos passes
Confrontos diretos – últimos cinco
• 2025 – Japão 3 x 2 Brasil (amistoso)
• 2022 – Brasil 1 x 0 Japão (amistoso)
• 2017 – Brasil 3 x 1 Japão (amistoso)
• 2014 – Brasil 4 x 0 Japão (amistoso)
• 2013 – Brasil 3 x 0 Japão (Copa das Confederações)
Impacto tático para o jogo de segunda-feira
1. Pressão alta vs. saída curta: o Japão, comandado por Hajime Moriyasu, utiliza bloqueio coordenado em 4-4-2 para forçar o erro na primeira linha rival. Desde que assumiu, Ancelotti tem optado por três homens na construção (volante recuando entre zagueiros). A eficiência desse artifício – 87% de saídas limpas até aqui – pode neutralizar a pressão japonesa.
Imagem: Reprodução
2. Bolas paradas: 43% dos gols sofridos pelo Japão no ciclo 2023-26 foram em escanteios ou faltas laterais. O Brasil anotou dois tentos de cabeça na fase de grupos e tem em Militão e Bremer peças-chave para explorar essa fragilidade.
3. Velocidade pelos flancos: Raphinha e Vinícius Júnior somam 29 participações em gols desde 2025. Eles enfrentarão laterais que raramente recuam em linha de cinco, abrindo espaço para transições rápidas – ponto que gerou dois gols contra a Escócia.
O caminho das duas seleções após o duelo
Quem avançar encara o vencedor de Espanha x México nas oitavas. Para o Brasil, confirmar o favoritismo fortalece a narrativa de recuperação desde o vice na Copa América 2024 e mantém a equipe na rota de igualar a França como bicampeã consecutiva (2018-2022). Para o Japão, seria a primeira presença em quartas de final na história, um feito que aumentaria o investimento da JFA na formação de atletas para 2030.
Conclusão prospectiva: apesar do amplo domínio histórico, o alerta gerado pela derrota de 2025 mantém o vestiário atento. Se o Brasil reproduzir a solidez defensiva vista na fase de grupos e explorar a vulnerabilidade aérea japonesa, tende a confirmar a vaga. Caso contrário, os Samurais Azuis podem se aproveitar de jogos de transição rápidos, como já fizeram contra a Alemanha em 2022, prometendo um embate sem margem para erros.
Com informações de NETFLU