As 5 seleções que decepcionaram na fase de grupos da Copa do Mundo

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Fato principal: a fase de grupos da Copa do Mundo 2026 terminou com cinco seleções — Turquia, Uruguai, Bélgica, Espanha e Portugal — entregando menos do que se esperava, seja pelo futebol aquém do potencial, seja por eliminações precoces.

Lead jornalístico: Turquia eliminada, Uruguai fora sem vencer e os desempenhos repletos de sustos de Bélgica, Espanha e Portugal formam o quadro das maiores decepções da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, encerrada em 28 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá.

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Turquia: geração promissora não vira coletivo competitivo

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Projeções apontavam a Turquia como candidata à vaga no Grupo D, mas as derrotas para Austrália e Paraguai deixaram o time de Vincenzo Montella sem margem de erro. A vitória sobre os Estados Unidos, já sem chances de avanço, apenas evitou uma campanha zerada.

  • Pontos somados: 3 (1 V, 0 E, 2 D)
  • Gols marcados/sofridos: 3/5
  • Dor tática: dificuldade de proteger os lados do campo; Çalhanoglu recuado demais para iniciar a construção.

Com nomes técnicos como Arda Güler e Kenan Yildiz, o que se viu foi uma equipe espaçada, permitindo transições rápidas dos adversários. O reflexo imediato é a necessidade de repensar o modelo de jogo antes das Eliminatórias europeias para 2030.

Uruguai: transição de Bielsa sem resultados práticos

Invicto nas Eliminatórias sul-americanas, o Uruguai chegou ao Mundial em aparente estabilidade, mas esbarrou em problemas de vestiário e não venceu na Copa: empates com Arábia Saudita e Cabo Verde, derrota para a Espanha.

  • Pontos somados: 2 (0 V, 2 E, 1 D)
  • Gols marcados/sofridos: 2/4
  • Ponto crítico: pressão alta descoordenada, abrindo espaços entre linhas.

O esquema 4-1-4-1 proposto por Marcelo Bielsa prioriza intensidade, mas a renovação de peças dificultou a execução. A eliminação precoce coloca o cargo do técnico em debate à porta da próxima Copa América.

Bélgica: liderança com futebol abaixo do expectado

No Grupo F, a Bélgica de Rudi García liderou com 5 pontos, mas só convenceu na goleada sobre a Nova Zelândia. Antes, dois empates contra Egito e Irã mostraram problemas na criação contra blocos baixos.

  • Pontos somados: 5 (1 V, 2 E, 0 D)
  • Gols marcados/sofridos: 6/2
  • Dependência: 55 % dos gols passaram pelos pés de Kevin De Bruyne.

A vantagem é que, no mata-mata, os Diabos Vermelhos encaram Senegal — seleção que também prefere transição. O duelo de estilos pode favorecer a geração belga que ainda conta com Courtois e Lukaku.

Espanha: mais pragmatismo do que brilho na liderança do Grupo H

A Fúria somou 7 pontos, mas ficou devendo em criatividade — reflexo das lesões de Lamine Yamal e Nico Williams. Luis de la Fuente compensou com posse mais conservadora e linhas curtas.

  • Pontos somados: 7 (2 V, 1 E, 0 D)
  • Gols marcados/sofridos: 5/1
  • Média de posse: 67 %, mas apenas 0,9 xG por jogo.

Na próxima fase, contra a Áustria, a principal incógnita é o retorno pleno de Yamal: com ele, a Espanha produz 28 % mais finalizações de dentro da área.

Portugal: talento individual encobre falhas coletivas

Roberto Martínez herdou a maior constelação de atletas portugueses da história, mas a equipe somou só 5 pontos. Empates com Colômbia e RDC expuseram falta de mecanismos para furar retrancas.

  • Pontos somados: 5 (1 V, 2 E, 0 D)
  • Gols marcados/sofridos: 4/2
  • Marca histórica: Cristiano Ronaldo chegou a 10 gols em Copas, recorde nacional.

A chave de 16-avos contra a Croácia será teste de maturidade tática: Bruno Fernandes, Vitinha e João Neves precisam acelerar a circulação para que Ronaldo receba em melhores condições — algo que ocorreu em apenas 22 % das ações ofensivas nesta fase.

Raio-X acumulado das cinco seleções

Totais combinados:
– Jogos: 15
– Vitórias: 5
– Empates: 6
– Derrotas: 4
– Gols marcados: 20
– Gols sofridos: 14

Impacto futuro na Copa 2026

Entre as cinco seleções, somente Turquia e Uruguai se despedem. Bélgica, Espanha e Portugal avançam, mas entram no mata-mata com margem de erro mínima: os ajustes táticos citados serão decisivos já nas oitavas. Se não corrigirem criação contra linhas baixas (Portugal e Bélgica) ou a queda de intensidade pelos desfalques (Espanha), o risco de nova frustração aumenta — e, com ele, a probabilidade de mudanças de comando antes mesmo do ciclo rumo a 2030.

Com informações de Trivela

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