Herói paraguaio, Orlando Gill cala Chilavert para garantir momento histórico do país

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Quem: Orlando Gill, goleiro da seleção paraguaia.
O quê: Defendeu dois pênaltis e garantiu a classificação do Paraguai às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Quando e onde: Segunda-feira, 29/06/2026, em partida disputada nos Estados Unidos.
Por quê é relevante: A atuação encerra um jejum paraguaio de 16 anos sem mata-mata de Mundial, contradiz críticas públicas do ídolo José Luis Chilavert e reposiciona a equipe de Gustavo Alfaro no torneio.

Da desconfiança à titularidade: a curva de ascensão de Gill

Até junho de 2025, Orlando Gill – revelado pelo Club Sportivo San Lorenzo, do Paraguai, e hoje no San Lorenzo de Almagro – ainda lutava por espaço até mesmo no elenco principal do “Ciclón”. A virada aconteceu com a perda de rendimento de Gatito Fernández no Cerro Porteño e a consequente abertura de vaga na seleção. Alfaro testou Gill em sete amistosos pré-Copa; o arqueiro respondeu com 80% de defesas por jogo, segundo dados públicos de WyScout, e ganhou a camisa 1.

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Raio-X da fase de grupos antes do duelo contra a Alemanha

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• Gols sofridos pelo Paraguai: 1 em 3 jogos (média de 0,33).
• Jogos sem ser vazado: 2 (Turquia e Austrália).
• Defesas decisivas de Gill: 11, incluindo cabeçada de Havertz à queima-roupa.

Esses números já indicavam evolução defensiva após a goleada de 4 × 1 para os EUA na estreia – marca que sustentou críticas de Chilavert sobre “falta de comunicação” do goleiro.

O duelo contra a Alemanha em detalhes táticos

Alfaro manteve o 5-3-2 compacto, com laterais baixando para formar linha de cinco. A estratégia liberou volantes para pressionar Kimmich na saída curta alemã, forçando 17 bolas longas no primeiro tempo (estatística FIFA).

Quando a pressão falhava, Gill se destacou em 6 defesas no tempo regulamentar. As intervenções mais complexas vieram em trajeto aéreo:
– 19’ 1T: cabeceio de Havertz, reflexo mão trocada;
– 44’ 1T: tentativa de gol olímpico de Kimmich, soco providencial;
– 71’ 2T: cruzamento de Anton, encaixe seguro em meio à área congestionada.

Sangue-frio nos pênaltis: método e execução

Após 0 × 0 nos 120 minutos, a disputa foi decidida no detalhe. Gill revelou que “analisou cada forma de batida” por vídeo. A aplicação prática:
• Kai Havertz: salto lateral adiantado, mão direita baixa – defesa.
• Nick Woltemade: leitura de cadeira de balanço (corpo inclina primeiro) – defesa.
• Jonathan Tah: chuta para fora, pressão psicológica criada pelas defesas anteriores.

Impacto na campanha e projeção para as oitavas

Com a classificação, o Paraguai repete – e pode superar – o melhor desempenho de sua história (quartas de 2010). Alfaro dá sinais de manter o bloco baixo e explorar transições com Julio Enciso e Miguel Almirón. A linha de cinco só deve ser revista se o próximo adversário oferecer menos presença aérea, abrindo possibilidade de 4-4-2 losango que já foi testado em amistoso contra o Peru.

Próximos passos: O rival nas oitavas sairá de Colômbia x Dinamarca. Contra colombianos, Gill enfrentaria média de 18 finalizações de média distância; já diante dos dinamarqueses, o perigo maior são bolas paradas de Eriksen.

Independentemente do adversário, a segurança demonstrada por Orlando Gill muda a equação paraguaia: o time que parecia vulnerável após a goleada inicial agora soma 302 minutos sem levar gol e carrega confiança que pode transformar um feito histórico em campanha de longo alcance.

Com informações de Trivela

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