Quem? Seleção da Noruega de Erling Haaland. O quê? Vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim e classificação às oitavas. Quando? Quinta-feira, 30 de junho de 2026. Onde? Estádio (sede da partida da fase de grupos). Por quê? O resultado coloca os escandinavos como adversários do Brasil no mata-mata, neste domingo (30), às 17h (de Brasília).
Por dentro da vitória que definiu o cruzamento
A partida seguiu o roteiro habitual da equipe comandada por Ståle Solbakken: posse de bola pouco agressiva, mas letal quando surge espaço para transição. Antonio Nusa abriu o placar aos 38 minutos, Amad Diallo empatou, e Haaland, até então discreto, apareceu aos 86 minutos para confirmar a vaga.
Pontos fortes a serem vigiados pelo Brasil
1. Transição rápida: depois de marcar, a Noruega recuou para um 4-5-1 compacto, esperando o erro adversário para acelerar. Com Haaland como referência, basta um passe vertical para gerar finalização.
2. Eficácia de Haaland: em 100 min de jogo, foram só 8 passes e 4 finalizações – uma delas decidiu a classificação. O centroavante não participa tanto da construção, mas converte acima da média quando acionado.
3. Versatilidade de Odegaard: o capitão desce até a primeira linha para organizar a saída e achar rupturas, como no lance do gol de Nusa.
Fragilidades que podem favorecer a Seleção
1. Laterais vulneráveis a duelos individuais: sem o lesionado Julian Ryerson, Alexander Sørloth foi adaptado na direita e sofreu contra pontas velozes marfinenses. Vinícius Júnior e Rodrygo encontram aí um corredor promissor.
2. Zaga lenta para cobrir a profundidade: a primeira linha demora para se ajustar quando perde a bola. Movimentos diagonais de Raphinha ou Paquetá podem explorar o espaço entre zagueiros e laterais.
3. Falta de critério ao pressionar entrelinhas: o meio-campo norueguês nem sempre decide em bloco quando saltar a marcação. Na jogada do gol de empate, Pépé recebeu livre na zona de criação antes de acionar Diallo.
Imagem: IMAGO
Raio-X estatístico da partida
Noruega 2 x 1 Costa do Marfim
- Posse de bola (1ºT): 55% NOR | 45% CIV
- Posse de bola (2ºT): 39% NOR | 61% CIV
- Finalizações: 9 NOR | 12 CIV
- Chutes no alvo: 4 NOR | 5 CIV
- Passes certos de Haaland: 8 em 10 tentativas
- Dribles de Nusa: 4 (3 bem-sucedidos)
*Números oficiais da FIFA.
Como o duelo impacta o caminho do Brasil
A vitória coloca a Noruega na rota brasileira na metade superior da chave. Caso avance, a Seleção pode enfrentar Alemanha ou México nas quartas, o que reforça a necessidade de resolver o confronto dos escandinavos sem desgaste extra de prorrogação.
O que Carlo Ancelotti deve ajustar
1. Pressão coordenada pós-perda para impedir que Odegaard gire e acione a ruptura.
2. Dobras pelo lado direito ofensivo (Danilo + Rodrygo) para forçar Sørloth a defender no mano a mano.
3. Bolas em profundidade nas costas de Meling, lateral esquerdo norueguês que sobe mais do que recompõe.
Conclusão prospectiva: Se o Brasil neutralizar a primeira bola longa para Haaland e sobrecarregar as laterais norueguesas, tende a controlar o jogo. A eficiência nórdica, porém, exige atenção total: basta um vacilo para o camisa 9 transformar a partida. O encontro de domingo indicará se a Seleção confirmará o favoritismo ou se a frieza escandinava voltará a surpreender, como em 1998.
Com informações de Trivela