Brasil enfrenta velho fantasma nas oitavas: Noruega nunca perdeu para a Seleção Brasileira – Portal do Gremista

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Nova Jersey (EUA) – 05/07/2026, 17h. Brasil e Noruega voltam a se encontrar em Copas do Mundo após 28 anos, desta vez em jogo eliminatório no MetLife Stadium. Sob comando de Carlo Ancelotti, a Seleção tenta avançar às quartas e, de quebra, conquistar sua primeira vitória na história sobre os noruegueses, invictos no confronto direto.

Histórico que incomoda: 4 jogos sem triunfo brasileiro

O retrospecto registra apenas quatro partidas, mas todas sem vitória canarinha:

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  • 2 êxitos da Noruega (incluindo o 2 × 1 na fase de grupos de 1998);
  • 2 empates;
  • 0 vitórias brasileiras.

O duelo mais lembrado é o de 1998, quando os gols de Tore André Flo e Kjetil Rekdal (pênalti) viraram o placar sobre o Brasil de Bebeto. O último encontro, em 2006, terminou 1 × 1 em amistoso.

A geração Haaland recoloca a Noruega no palco mundial

Ausente desde 1998, a Noruega retornou ao torneio em 2026 e eliminou a Costa do Marfim por 2 × 1 nas oitavas, com Erling Haaland decidindo nos minutos finais. O elenco ainda reúne Martin Ødegaard, Alexander Sørloth e o jovem Antonio Nusa, combinação de força física e mobilidade que sustenta o modelo de jogo direto do técnico Ståle Solbakken.

Desafios táticos para Carlo Ancelotti

Ancelotti precisará lidar com dois pontos-chave:

  1. Proteção à área: Haaland ataca o espaço entre zagueiros com aceleração curta; a última linha brasileira vem alternando Éder Militão, Marquinhos e Beraldo. O ajuste de coberturas deve ser prioridade.
  2. Criação sem Paquetá: a CBF confirmou a lesão do meia, abrindo vagas de construção entre linhas. Ancelotti tem usado Endrick e Rodrygo mais por dentro para compensar esse déficit criativo.

Raio-X das campanhas até aqui

  • Brasil: 1ª do Grupo C, 7 pontos, 6 gols marcados e 2 sofridos.
  • Noruega: 2ª do Grupo F, 5 pontos, 4 gols marcados e 3 sofridos.
  • Artilheiros: Brasil – Vinícius Júnior (3); Noruega – Haaland (2).
  • Bolas paradas: 50 % dos gols noruegueses nasceram de escanteios ou laterais longos.

O que está em jogo além da vaga

Quem avançar encara o vencedor de Itália x Colômbia nas quartas. Para o Brasil, quebrar o tabu reforçaria a confiança interna num ciclo que já perdeu Neymar por lesão de ligamento e agora Paquetá. Para a Noruega, estender a invencibilidade sobre a pentacampeã consolidaria a melhor campanha de sua história.

Próximos passos: caso confirme a classificação, Ancelotti terá apenas quatro dias até as quartas, período curto para reabilitar fisicamente peças como Danilo e Raphinha, ambos com cargas controladas. A comissão técnica projeta treinos fechados em Nova Jersey e deslocamento imediato para Filadélfia, sede da próxima fase.

Independentemente do resultado, o duelo promete impactar o planejamento de ambos os lados: para o Brasil, a oportunidade de enterrar um fantasma de 40 anos; para a Noruega, a chance de transformar um histórico positivo em legado esportivo duradouro.

Com informações de Portal do Gremista

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