Inglaterra mostra ao Brasil como é possível parar Haaland sem precisar ser conservador

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Inglaterra 2 x 1 Noruega (11/07/2026, East Rutherford) — Em duelo decidido apenas na prorrogação, a seleção inglesa eliminou a Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 e, de quebra, encerrou a sequência de 14 partidas oficiais de Erling Haaland marcando gols. O camisa 9, autor de dois tentos nas oitavas contra o Brasil, foi neutralizado e finalizou apenas três vezes durante os 105 minutos em campo.

Pressão alta e bloco de cinco: a engrenagem que isolou Haaland

A Inglaterra iniciou o jogo com uma estrutura 3-5-2, adiantando os alas Kieran Trippier e Luke Shaw para formar uma linha de pressão que impediu os lançamentos longos do goleiro Ørjan Nyland — arma decisiva diante do Brasil. Com Marc Guéhi centralizado na zaga de três e auxílio dos volantes Declan Rice e Kobbie Mainoo, Haaland raramente recebeu a bola em condição de girar ou atacar a última linha.

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Durante os primeiros 30 minutos, o English Team manteve a posse dentro do terço ofensivo e forçou a Noruega a recuar em 5-3-2, reduzindo espaços para transições. Quando os escandinavos passaram a ter mais território, os ingleses compactaram as faixas laterais, travando cruzamentos que alimentariam o centroavante.

Raio-X: desempenho de Haaland contra Brasil e Inglaterra

vs Brasil (Oitavas) vs Inglaterra (Quartas)
Minutos em campo 90 105
Ações com bola 30 21
Gols 2 0
xG 0,47 0,11
Finalizações (no alvo) 4 (3) 3 (2)
Perdas de posse 8 10
Duelos aéreos vencidos 4/4 3/4
Lançamentos certos de Nyland 12/27 7/25

Por que a estratégia funcionou

1. Bloqueio à origem do passe longo: A linha de pressão forçou Nyland a errar 72 % dos lançamentos, índice bem pior que contra o Brasil (56 %).

2. Superioridade numérica no miolo: Guéhi, Stones e Konsa duelaram fisicamente com Haaland, enquanto Rice fazia coberturas antecipando o passe vertical.

3. Controle dos corredores: Trippier e Shaw impediram que Julian Ryerson e Andreas Schjelderup tivessem tempo para levantar bolas com qualidade — algo que abriu caminho para os dois gols contra a Seleção de Carlo Ancelotti.

O que muda daqui para frente

Inglaterra: classificada à semifinal, a equipe de Thomas Tuchel mostrou que consegue alternar pressão alta e bloco médio sem sacrificar agressividade. O próximo adversário pode ser a França de Kylian Mbappé ou a Espanha de Lamine Yamal; em ambos os cenários, a lição de hoje — reduzir as zonas de aceleração do principal finalizador rival — será fundamental.

Noruega: mesmo com a melhor campanha de sua história, a seleção nórdica encerra o torneio exposta a um problema recorrente: dependência excessiva de Haaland. A falta de criatividade quando o centroavante é bem marcado terá de ser abordada nas Eliminatórias da Euro 2028.

No curto prazo, o modelo inglês de neutralização passa a ser referência para qualquer equipe que enfrente Haaland: isolar o norueguês não exige abdicar da bola, mas sim controlar onde e como ela chega ao seu raio de ação. A partir das semifinais, veremos se o antídoto funciona também contra outros superatacantes.

Com informações de Trivela

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