Inglaterra é salva por especialidade de Bellingham e falha de carrasco do Brasil para eliminar Noruega

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Inglaterra e Noruega se enfrentaram neste sábado, 11 de julho de 2026, no Estádio MetLife, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Os ingleses venceram por 2 x 1, com dois gols de Jude Bellingham — o último já na prorrogação —, enquanto Andreas Schjelderup balançou a rede para os nórdicos. O resultado mantém a seleção de Thomas Tuchel invicta no torneio e encaminha a equipe para a semifinal, marcada para a próxima quarta-feira (15).

Como o jogo se desenrolou: transições ditaram o ritmo

A expectativa pré-jogo indicava que a equipe que melhor explorasse as transições teria vantagem. Foi o que se viu: aos 18 minutos, Martin Ødegaard recuperou a bola no campo ofensivo, acionou Schjelderup em liberdade, e o camisa 17 finalizou cruzado para abrir o placar.

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Mesmo com maior posse de bola (59 %), a Inglaterra repetiu dificuldades já vistas contra Gana e RD Congo para furar blocos baixos. A Noruega alternava um 4-1-4-1 compacto no próprio campo com pressões altas em gatilhos definidos — toda vez que a construção inglesa recuava passes, Ødegaard se juntava a Haaland formando um 4-4-2 agressivo.

A especialidade de Bellingham volta a aparecer

O empate surgiu justamente no espaço que o bloco nórdico concedia nas costas dos volantes. Em contra-ataque, Anthony Gordon recebeu em profundidade e cruzou rasteiro; vindo de trás, Bellingham invadiu a área e completou de primeira, reforçando sua principal virtude: o ataque em segunda onda.

Prorrogação: falha de Nyland decide

Com o 1 x 1 persistindo, o duelo foi para a prorrogação. Logo aos 93’, Orjan Nyland, herói ante o Brasil nas oitavas, espalmou mal um chute de Phil Foden e deixou a bola viva na pequena área. Bellingham chegou antes da zaga e empurrou para o gol, selando a classificação.

Raio-X da partida

Posse de bola: Inglaterra 59 % x 41 % Noruega
Finalizações: Inglaterra 17 (7 no alvo) x 9 (4 no alvo) Noruega
Gols: Bellingham 2 (ENG); Schjelderup (NOR)
Expected Goals (xG): Inglaterra 1,8 x 0,9 Noruega
Desarmes: Inglaterra 12 x 15 Noruega
Passes certos: Inglaterra 545 (87 %) x 365 (83 %) Noruega

Impacto tático: onde a Inglaterra ainda precisa evoluir

O time de Tuchel confirmou a solidez defensiva — apenas dois gols sofridos em cinco jogos —, mas volta a exibir carências para atacar linhas compactas. Harry Kane, utilizado como falso 9, recuou para articular, porém a fluidez nos corredores laterais não apareceu com consistência. As entradas de Reece James (como volante) e Eberechi Eze (por dentro e depois na ponta) mostraram tentativas de variar a circulação, mas sem alterar substancialmente o problema de criação.

No aspecto defensivo, a Inglaterra controlou Erling Haaland ao limitar o fornecimento de bolas em profundidade. O camisa 9 terminou com apenas duas finalizações, nenhuma no alvo.

O que muda para a semifinal

A Inglaterra aguarda o vencedor de Argentina x Suíça. Caso enfrente a Albiceleste de Lionel Scaloni, a tendência é de um duelo contra outro sistema que privilegia a compactação defensiva, exigindo novamente paciência na posse. Contra a Suíça de Murat Yakin, o desafio seria superar uma estrutura de três zagueiros que oferece menos espaço na zona central.

Independentemente do adversário, Tuchel terá de encontrar mecanismos para gerar superioridade numérica entrelinhas sem depender exclusivamente das infiltrações de Bellingham, sua arma mais contundente até aqui.

Perspectiva: a classificação confirma a evolução do jovem elenco inglês, mas também evidencia a necessidade de ajustes ofensivos para sonhar com o título. Com apenas 72 horas até a semifinal, a eficiência nas rotações de elenco e a recuperação física dos titulares serão fatores decisivos para manter o ritmo e chegar à final do Mundial.

Com informações de Trivela

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