‘Críticas estúpidas. Isso é inaceitável’: Campeão do mundo rebate ataques a Mbappé no Real Madrid

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Madri (13/07/2026) – Christophe Dugarry, campeão do mundo com a França em 1998 e comentarista da RMC Sport, classificou como “estúpidas” e “inaceitáveis” as críticas que associam Kylian Mbappé à temporada sem títulos do Real Madrid. Mesmo com 42 gols em 44 jogos, o camisa 9 virou alvo de torcedores e parte da imprensa, mas, segundo o ex-atacante, o desempenho coletivo do clube espanhol vai muito além da atuação individual do francês.

As críticas e a resposta de Dugarry

Em entrevista à emissora RMC Sport, Dugarry questionou o peso das cobranças direcionadas ao capitão da seleção francesa: “Para um cara marcar 42 gols em 44 jogos e depois ser culpado por o Real Madrid não ganhar nada, me parece inaceitável”. O ex-jogador argumenta que, se o rendimento de outras estrelas – como Vinícius Junior e Jude Bellingham – também caiu em relação às respectivas seleções, o problema precisa ser analisado de forma estrutural dentro do clube.

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O peso dos 42 gols: por que não foram suficientes?

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Mbappé manteve média de 0,95 gol por partida, superando inclusive seu último ano no Paris Saint-Germain (0,83). No entanto, o Real Madrid conviveu com oscilações defensivas e falta de equilíbrio entre as linhas. A equipe terminou a temporada 2025/26 sem levantar troféus, algo que não acontecia desde 2018/19, reforçando a percepção de que os ajustes coletivos não acompanharam o brilho individual de seus atacantes.

Raio-X da temporada merengue

  • Gols de Mbappé: 42 em 44 partidas (todas as competições)
  • Participação em gols: 49 (42 gols + 7 assistências)
  • Média de finalizações certas: 2,7 por jogo
  • Principais companheiros de ataque: Vinícius Jr (28 gols), Bellingham (19 gols), Rodrygo (14 gols)
  • Gols sofridos pelo Real Madrid: 51 em 55 jogos oficiais (0,93 por partida) – pior índice defensivo desde 2020/21
  • Aproveitamento geral da equipe: 67% (35V-10E-10D)

Equilíbrio tático ainda em construção

A abundância de jogadores com perfil decisivo no terço final fez Carlo Ancelotti – e, a partir de junho, José Mourinho – buscarem diversas formações. O trio Mbappé-Vinícius-Rodrygo chegou a atuar nas pontas com Bellingham como meia mais adiantado, mas a recomposição no 4-3-3 se mostrou intermitente. O desequilíbrio entre ataque e defesa ficou evidente em jogos grandes, quando a equipe expôs transições defensivas vulneráveis.

O que muda com a chegada de José Mourinho?

Mourinho assumiu com a missão explícita de entregar troféus imediatamente. Internamente, a prioridade será:

  1. Compactar as linhas para reduzir o espaço entre meio-campo e defesa;
  2. Definir papéis claros para cada estrela ofensiva, evitando sobreposição de zonas de atuação;
  3. Fortalecer a bola parada defensiva, fundamento em que o Real cedeu 11 gols na última temporada.

O técnico português costuma favorecer atacantes que atacam a profundidade (característica de Mbappé) e pontas que recompõem sem bola (Vinícius). Se conseguir encaixar esse modelo, o francês tende a manter os altos números, mas respaldado por uma estrutura menos exposta.

Impacto futuro: a cobrança continua alta

Sem títulos em 2025/26, o Real Madrid inicia a pré-temporada sob pressão para retomar protagonismo em La Liga e na Champions. A defesa pública de Dugarry deve aliviar parte da narrativa individual sobre Mbappé, mas o atacante seguirá sendo medido por métricas coletivas: taças. Caso a sinergia com Vinícius e Bellingham seja potencializada por Mourinho, os merengues podem transformar a frustração recente em motivação extra já nas Supercopas de agosto.

Próximos capítulos: amistosos de preparação começam em 20/07, e o elenco aguarda definições sobre possíveis reforços para a zaga. Qualquer ajuste defensivo elevará ainda mais a eficácia das 42 finalizações que, na visão de Dugarry, já colocam Mbappé no patamar dos mais decisivos do planeta.

Com informações de Trivela

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