Rio de Janeiro (12/07/2024) – O Fluminense derrotou o Bahia por 2 a 0, no Maracanã, em amistoso de intertemporada e, pela primeira vez desde 23 de abril, terminou um jogo sem ser vazado, encerrando uma série negativa de 12 partidas consecutivas levando gols.
Como o Fluminense quebrou o jejum defensivo
A última vez que o Tricolor havia saído de campo ileso foi no 0 a 0 diante do Operário, em Ponta Grossa, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil. Entre os dois “clean sheets”, a equipe foi testada em Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e amistosos, sempre sofrendo ao menos um gol.
Na retomada contra o Bahia, o técnico Fernando Diniz manteve a habitual saída de bola curta, mas reforçou a proteção da área com maior densidade de meio-campistas quando perdia a posse, reduzindo o espaço entre as linhas. O rival até balançou as redes na etapa inicial, mas o lance foi anulado por impedimento – decisão que gerou reclamações da equipe baiana, mas confirmou o objetivo principal do Flu: sair de campo sem ser vazado.
Raio-X da sequência defensiva
- Duração do jejum: 23/04 a 12/07 (quase quatro meses)
- Partidas no período: 12
- Competições envolvidas: Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e amistosos
- Último jogo sem sofrer gol antes do Bahia: Operário 0 x 0 Fluminense (Copa do Brasil)
- Retomada do “clean sheet”: Fluminense 2 x 0 Bahia (amistoso)
O papel de Thiago Silva na nova fase
Embora tenha entrado apenas no segundo tempo, a reestreia de Thiago Silva funciona como catalisador anímico para o elenco. O zagueiro, campeão da Copa do Brasil pelo clube em 2007 e com passagem por Milan, PSG e Chelsea, volta num momento em que o setor mais precisava de liderança. Mesmo com poucos minutos, sua presença reforça a disputa por vagas com Felipe Melo, Manoel, Antonio Carlos e Thiago Santos, elevando o sarrafo interno.
Por que o “clean sheet” importa para a temporada
No recorte inicial do Brasileirão, o Fluminense chegou a figurar entre as defesas mais vazadas das oito primeiras rodadas. A interrupção da marca negativa, ainda que em amistoso, sinaliza ajustes pontuais importantes antes da volta dos jogos oficiais:
Imagem: Internet
- Confiança para a defesa: zagueiros e volantes retomam autoestima após sequência longa de jogos sofrendo gols.
- Pressão coletiva reduzida: o discurso interno muda de “precisamos parar de levar gol” para “precisamos manter o padrão”.
- Integração de reforços: tempo de treino com Thiago Silva acelera a assimilação de conceitos de Diniz para o returno do Brasileiro e os mata-matas de Libertadores e Copa do Brasil.
Próximos passos: transformar exceção em regra
O desafio agora é levar a consistência do amistoso para as partidas oficiais. O Tricolor volta a campo pelo Brasileirão no final de semana de 17 de julho, contra o Internacional, no Beira-Rio. Após isso, encara jogo decisivo da Libertadores fora de casa, em Mendoza, e a volta da Copa do Brasil no Maracanã. Manter a defesa zerada em pelo menos parte desses compromissos pode recolocar o time na briga pelo G-6 nacional e assegurar vantagem nos mata-matas continentais.
Se o Fluminense confirmar a evolução defensiva, o 2 a 0 sobre o Bahia será lembrado não apenas como amistoso de intertemporada, mas como ponto de virada rumo às decisões que definem a temporada tricolor.
Com informações de NetFlu