Quem? Thomas Tuchel, técnico da seleção inglesa. O quê? Declarou que a Inglaterra chegará como “underdog” à Copa do Mundo de 2026 sem chance de título se não atuar coletivamente. Quando e onde? A fala ocorreu nesta data — durante a preparação para o amistoso contra o País de Gales (10/10) e o jogo eliminatório diante da Letônia em Riga (14/10). Por quê? O treinador cita a ausência de títulos desde 1966, a concorrência de campeões recentes e as adversidades climáticas na América do Norte.
O que Tuchel disse e por que isso importa
“Precisamos chegar como equipe, caso contrário não temos chance”, resumiu Tuchel. Ele assumiu o cargo em janeiro de 2024 com contrato de 18 meses e, até o momento, soma cinco vitórias em seis partidas oficiais — aproveitamento de 83,3%. O alemão sustenta que a falta de conquistas mundiais por parte da Inglaterra nas últimas décadas a coloca atrás de seleções como Brasil, Argentina, França e Espanha no rol de favoritos.
Histórico recente: finais continentais, mas barreira mundial
A geração liderada anteriormente por Gareth Southgate atingiu as finais das Eurocopas de 2020 e 2024, perdendo ambas, e ficou nas quartas de final da Copa de 2022 após derrota para a França. Desde 1966, a seleção só ultrapassou as semifinais de um Mundial uma única vez — ainda em 1966, quando foi campeã. Na prática, esses resultados a colocam entre as melhores campanhas do período, mas sem o “peso do troféu”, argumento central de Tuchel.
Raio-X sob o comando de Tuchel
Campanhas: 5 vitórias, 1 derrota (amistosa para Senegal).
Jogadores fora da lista atual: Jude Bellingham, Phil Foden (opção técnica); Reece James (lesão); Harry Kane (poupado no amistoso, retorno previsto contra a Letônia).
Ranking FIFA: 4ª posição, atrás apenas de Espanha, França e Argentina.
Meta imediata: Garantir a classificação vencendo a Letônia; a equipe lidera o grupo com 100% de aproveitamento em cinco rodadas.
Fatores externos: clima, sede tripla e histórico de campeões nas Américas
Dos sete Mundiais disputados no continente americano, seis foram vencidos por sul-americanos — exceção para a Alemanha, em 2014. A previsão de altas temperaturas em algumas sedes (principalmente México e sul dos EUA) adiciona uma camada física ao desafio inglês. Embora a FIFA preveja partidas noturnas e soluções de refrigeração, Tuchel destaca que seleções habituadas ao calor podem começar um passo à frente.
Imagem: Internet
Impacto futuro: janela curta para ajustes táticos
A seleção terá somente mais dois períodos de Data-Fifa antes do Mundial para consolidar conceitos de jogo e testar nomes. A ausência temporária de pilares (Kane, James) e a não convocação de Bellingham e Foden sinalizam que Tuchel prioriza “cohesion over reputation”. Caso a classificação seja confirmada em Riga, o treinador ganhará margem para experiências táticas nos amistosos de 2025, mas carregará o desafio de montar um grupo coeso que sustente intensidade em clima adverso.
Conclusão prospectiva: Se a Inglaterra transformar o aviso de Tuchel em plano de ação — unindo a geração vice-campeã da Euro ao pragmatismo do novo treinador —, o status de “azarã” pode virar combustível competitivo. A definição dos 26 nomes e o desempenho nos próximos camps indicarão se a equipe chegará ao continente americano pronta para quebrar um jejum de seis décadas ou se seguirá como potência sem troféu, cenário que o próprio técnico tenta evitar.
Com informações de BBC Sport