Glasgow (Hampden Park), 12 de outubro, 17h (BST) – Às vésperas do duelo contra Belarus, válido pelas Eliminatórias Europeias, o técnico Steve Clarke afirmou que levar a Escócia de volta a uma Copa do Mundo “colocaria nos eixos” a frustração da derrota por 3 × 1 para a Ucrânia no play-off de 2022.
Memória recente: a noite que ficou atravessada
Em junho de 2022, a Escócia caiu diante da Ucrânia em Hampden e viu ruir o sonho de disputar o Mundial do Catar. O confronto, originalmente marcado para março e adiado pela invasão russa, ocorreu com ausências importantes no elenco escocês. Para Clarke, o contexto atípico e os desfalques culminaram em “um dos momentos mais difíceis” de sua gestão.
Caminho para 2026: cenário do grupo
A partida deste domingo vale muito mais que três pontos. Em caso de vitória sobre Belarus, a Escócia:
- Assume posição privilegiada por uma vaga direta ou de repescagem.
- Garante matematicamente o play-off caso a Grécia seja derrotada pela Dinamarca, em Copenhague.
No último ciclo eliminatório, os escoceses terminaram em segundo lugar, atrás justamente dos dinamarqueses. A nova campanha projeta outro duelo direto com a seleção nórdica pela liderança do grupo.
Raio-X da Escócia sob Steve Clarke
- Tempo de comando: 2019-2024 (período que se tornará o mais longo da história recente da seleção).
- Participações em grandes torneios: Euro 2020 e Euro 2024 (classificação já obtida).
- Eliminatórias 2022: 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota; 17 gols marcados e 7 sofridos.
- Sistema preferencial: 3-4-2-1, privilegiando construção pelos alas e pressão alta logo após a perda da bola.
- Setor carente: nas últimas cinco partidas oficiais, a defesa cedeu média de 1,2 gol/jogo, acima dos 0,7 da campanha anterior.
O que a vitória contra Belarus pode mudar
Além do aspecto emocional de superar o fantasma da Ucrânia, três pontos contra Belarus aliviariam a pressão sobre o confronto direto com a Dinamarca no retorno das Eliminatórias. Taticamente, o jogo servirá para:
Imagem: Internet
- Testar a reposição no meio-campo, já que dois titulares estão em fase final de recuperação.
- Avaliar o encaixe do jovem atacante que vem se destacando no campeonato local e pode oferecer profundidade ao esquema 3-4-2-1.
- Consolidar a bola parada ofensiva, responsável por 35 % dos gols escoceses no ciclo atual.
Conclusão prospectiva
Se a Escócia confirmar a vitória e contar com um tropeço grego em Copenhague, Steve Clarke transformará a dolorosa lembrança de 2022 em motivação concreta rumo a 2026. Caso contrário, o calendário reserva novos duelos complexos, mas o histórico recente — duas Euros consecutivas e campanha sólida na última eliminatória — indica que o projeto escocês mantém tração e pode, enfim, devolver o país ao palco mais cobiçado do futebol mundial.
Com informações de BBC Sport