Glasgow (Hampden Park) – a seleção da Escócia derrotou Belarus por 2 a 1 em duelo válido pelas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo de 2026, resultado que assegura matematicamente o lugar dos comandados de Steve Clarke nos play-offs e mantém viva a possibilidade de classificação direta.
Vitória fundamental, mas pouco convincente
Embora o placar tenha sido suficiente para sacramentar a vaga na repescagem, o desempenho voltou a ser questionado pelos torcedores. As críticas se concentram no ritmo de jogo, na pouca mobilidade sem bola e no excesso de passes laterais, padrões que já haviam aparecido nas rodadas anteriores e voltaram a se repetir diante de um rival tecnicamente inferior.
Tendências táticas de Steve Clarke
1. Sistema 4-2-3-1 mantém a defesa protegida, mas isola o centroavante. Com apenas um atacante de referência, a Escócia depende dos pontas para gerar superioridade nas laterais. Sem agressividade, o time fica previsível.
2. Posse conservadora. A construção curta, iniciada pelos zagueiros, garante controle, mas não acelera o jogo nem surpreende adversários que pressionam alto – como fez Belarus no primeiro tempo.
3. Lealdade a veteranos. Parte da torcida questiona a manutenção de nomes que atuam pouco em seus clubes, enquanto atletas em melhor momento ficam no banco. A rotatividade reduzida pode implicar queda física na reta final das eliminatórias.
Raio-X da campanha escocesa
Últimos 5 jogos: 3 vitórias, 1 empate, 1 derrota.
Gols marcados: 7 | Gols sofridos: 4.
Imagem: Internet
Destaque individual: o meia-atacante que atua aberto pela direita participou de três dos últimos cinco gols, mas carece de apoio interno para potencializar as jogadas de linha de fundo.
Como fica a disputa pela vaga direta
Com a vitória, a Escócia segue na perseguição ao líder Dinamarca. Restam duas rodadas: visita à Grécia, já eliminada, e confronto direto em casa contra os dinamarqueses. Para evitar o caminho mais tortuoso da repescagem, o cenário ideal passa por somar quatro pontos nesses compromissos e torcer por tropeço dinamarquês diante da própria Belarus.
Próximos capítulos
Steve Clarke terá uma data FIFA completa para ajustar transições ofensivas e testar alternativas que elevem o ritmo de circulação da bola – ponto crítico evidenciado contra Belarus. O duelo em Atenas servirá como termômetro de evolução; já o encontro com a Dinamarca tende a ser decisivo tanto para a vaga direta quanto para o moral escocês antes de um possível play-off.
Conclusão: a Escócia soma os pontos que precisa, mas ainda busca a performance que a torne competitiva contra seleções do segundo escalão europeu. Se transformar posse em agressividade for a principal lição até o fechamento da fase de grupos, o caminho para 2026 pode ficar menos acidentado.
Com informações de BBC Sport