San Francisco (EUA), outubro de 2025 – A executiva Kay Cossington contratou a ex-gerente geral da Federação Inglesa (FA) Anja van Ginhoven para comandar, a partir deste mês, as operações globais de futebol feminino da Bay Collective, grupo multinacional que já controla o clube norte-americano Bay FC e projeta novas aquisições na Europa, apoiado por um capital potencial de US$ 115 bilhões do fundo Sixth Street.
Por que essa dupla chama atenção
Cossington e Van Ginhoven trabalharam lado a lado nos bastidores dos títulos europeus da seleção inglesa feminina (Lionesses) em 2022 e 2025. A sinergia entre elas envolvia:
- Planejamento logístico de basecamps e viagens;
- Integração entre departamentos de performance e gestão;
- Contratação de staff especializado em desenvolvimento de atletas.
Agora, o objetivo é aplicar o mesmo modelo de excelência na estrutura multi-clubes da Bay Collective.
Modelo de negócios: multi-club ownership focado em mulheres
A Bay Collective segue a tendência de conglomerados que controlam mais de um time, mas com foco exclusivo no futebol feminino. O grupo já:
- Detém participação majoritária no Bay FC, franquia da NWSL inaugurada em 2023;
- Mapeia oportunidades de aquisição em ligas europeias para criar sinergias de scouting, marketing e formação.
Raio-X dos números e resultados
US$ 115 bi – montante administrado pela Sixth Street, que respalda o projeto e permite investimentos em infraestrutura, folha salarial e intercâmbio de atletas.
2 títulos de Euro – participações de Cossington e Van Ginhoven nos triunfos de Inglaterra (2022 e 2025) e Países Baixos (2017, no caso de Van Ginhoven) comprovam experiência em gestão de alto rendimento.
1 clube já adquirido – Bay FC serve de laboratório para implementação imediata de processos de alto nível.
Imagem: Internet
Impacto tático e estratégico
Ao replicar a metodologia que prioriza “100% de ganhos” – expressão usada por Cossington para descrever a obsessão por excelência – a Bay Collective tende a acelerar a curva de competitividade de suas equipes. Na prática, espera-se:
- Integração de dados de performance entre continentes, otimizando recrutamento;
- Padronização de filosofia de jogo para facilitar transição de atletas;
- Ganho de escala em negociações comerciais e captação de patrocínios específicos para o futebol feminino.
O que vem a seguir?
Com o processo de due diligence já em curso na Europa, a Bay Collective planeja anunciar sua primeira aquisição no Velho Continente ainda no primeiro semestre de 2026. Paralelamente, Bay FC deve receber reforços internacionais na próxima janela da NWSL, abrindo o intercâmbio de atletas dentro do próprio grupo.
Conclusão: a parceria entre Kay Cossington e Anja van Ginhoven representa a transposição de um modelo vencedor de seleções nacionais para a esfera de clubes multinacionais. Se a cultura de alta performance se consolidar, a Bay Collective poderá se tornar referência global em desenvolvimento do futebol feminino, influenciando calendários, mercado de transferências e padrões de investimento já a partir da temporada 2026.
Com informações de BBC Sport