Quem: Weverton, goleiro do Palmeiras. O quê: fissura na mão direita. Quando: afastado há cerca de duas semanas e, segundo o clube, deve seguir fora pelo menos até 18 de novembro. Onde: tratamento conservador na Academia de Futebol. Por quê: objetivo é recuperá-lo a tempo de, no mínimo, ficar à disposição para a final da Conmebol Libertadores, em 29/11, diante do Flamengo.
Calendário enxuto: três jogos para ganhar ritmo antes da decisão
De acordo com o planejamento obtido pelo Nosso Palestra, o Palmeiras não conta com Weverton nem para o confronto contra o Atlético-MG, marcado para 18/11. Restariam, portanto, apenas duas partidas — Fluminense e Grêmio — até a final continental. Em termos de preparação, isso equivale a menos de 300 minutos de jogo para o camisa 21 readquirir tempo de bola, reflexo e entrosamento.
Cautela médica e histórico positivo em decisões
O Núcleo de Saúde e Performance (NSP) adota protocolo conservador por se tratar da mão dominante do goleiro. A opção afasta a necessidade de cirurgia, mas exige cicatrização completa para evitar recidiva. Vale lembrar que Weverton participou das conquistas da Libertadores de 2020 e 2021, somando 89,3% de defesas bem-sucedidas em finais, segundo dados da CONMEBOL. Essa experiência pesa na decisão de não apressar o retorno.
Substituto imediato: Carlos Miguel quebra recorde e ganha moral
Recém-chegado, Carlos Miguel foi decisivo na vitória sobre o Juventude no Alfredo Jaconi, registrando a maior sequência de defesas de um goleiro palmeirense em uma partida do Brasileirão desde que o Scout CBF começou a apuração em 2013. O desempenho fortalece a confiança interna de que o setor está coberto até o retorno do titular.
Raio-X da defesa alviverde em 2021
- Jogos de Weverton no ano: 59
- Gols sofridos: 48
- Partidas sem sofrer gol: 25 (42%)
- Média de chutes defendidos por jogo: 3,1
- Gols sofridos no Brasileirão: 36 em 28 rodadas (pré-lesão)
Com Weverton fora, o Palmeiras reduziu a média de passes curtos para o goleiro – de 22,5 por partida para 15,8 – indicando ajuste do treinador Abel Ferreira para minimizar o risco de erro na saída de bola com o reserva.
Impacto tático: o que Abel Ferreira deve ajustar
1. Bolas longas: sem o lançamento preciso de Weverton, o time tende a acionar mais os zagueiros em construções curtas.
2. Linha defensiva: a leitura de jogo do titular permite que a zaga suba alguns metros; com Carlos Miguel, a comissão tem recuado ligeiramente para evitar bolas nas costas.
3. Bolas paradas: Weverton é peça-chave na organização defensiva desse fundamento; treinamento específico com o substituto ganha prioridade no dia a dia.
Imagem: Internet
O que vem pela frente
O Palmeiras monitora a evolução clínica do goleiro diariamente e trabalha com uma janela máxima de duas partidas antes da final para reintegrá-lo. Caso a cicatrização avance além do previsto, Carlos Miguel seguirá como titular até Montevidéu, cenário que exigirá manutenção dos ajustes táticos observados nas últimas rodadas.
Conclusão prospectiva: A definição sobre a presença de Weverton na final da Libertadores será tomada na semana de 22 a 25 de novembro, quando exames de imagem indicarão a consolidação total da fissura. Até lá, o desempenho de Carlos Miguel e a adaptação da defesa ao novo perfil de goleiro podem determinar não apenas a escalação para o jogo do ano, mas também o planejamento de elenco para 2022.
Com informações de Nosso Palestra