Wuxi (China) – A Seleção Brasileira de Taekwondo derrotou a Coreia do Sul por 2 rounds a 0 na final da Copa do Mundo de Taekwondo por Equipes, realizada em Wuxi, sagrando-se tricampeã do torneio.
Vitória sobre a maior potência da modalidade
A Coreia do Sul é referência histórica no taekwondo – o país soma mais de 20 medalhas olímpicas desde que a modalidade entrou no programa em 2000. Vencê-la em uma decisão confirma a evolução do Brasil, que utiliza o formato por equipes (três atletas titulares e substituições táticas durante o combate) para colocar em prática um estilo mais agressivo, baseado em trocas rápidas e chutes rodados que surpreendem adversários tradicionais.
Raio-X do tri brasileiro
- 3º título brasileiro na Copa do Mundo de Equipes (os anteriores vieram em edições distintas da última década).
- Final: Brasil 2 x 0 Coreia do Sul (melhor de três rounds).
- Campanha invicta: 5 vitórias, média de 18 pontos marcados por duelo e apenas 9 sofridos.
- Pontuação decisiva: chutes na cabeça responderam por 42 % dos pontos brasileiros, aproveitando o valor triplo dessa técnica no regulamento.
O que muda na rota para Paris 2024
Embora a Copa do Mundo seja um evento por equipes e não conte pontos diretos para o ranking olímpico individual, o resultado tem impacto estratégico:
Confiança competitiva – vencer a Coreia em final eleva o “fator psicológico” para os atletas que disputarão as seletivas continentais.
Experiência em gestão de tempo – o formato exige leitura rápida de placar e substituições, habilidades que treinadores buscam replicar em lutas individuais.
Visibilidade e investimento – o tricampeonato reforça a posição da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) para captar recursos de preparação olímpica.
Imagem: Divulgação
Próximos passos do calendário
O grupo retorna ao Brasil nesta semana e terá curto período de recuperação antes do Grand Prix Final, último evento de 2023 válido para o ranking olímpico. A expectativa é que parte da delegação de Wuxi viaje diretamente para Manchester (ING) em dezembro, mantendo o ritmo competitivo.
Perspectiva: se conseguir transferir a agressividade coletiva para os tatames individuais, o Brasil chega a Paris com chances reais de ampliar seu número de medalhas olímpicas – atualmente duas, ambas de bronze.
Com informações de BandSports